Um dia na maior universidade de aviação do mundo

Camila Faria

Um dos lemas da Embry Riddle Aeronautical University, estampado em camisetas, adesivos, bonés e chaveiros espalhados pelo campus da maior universidade de aviação do mundo é “I’d Rather Be Flying”, ou, em português, “Eu preferia estar voando”. Ao visitar a estrutura do campus de Daytona Beach, Florida, e conhecer o legado e inovações da instituição, fica fácil entender o porquê.

Fundada em 1925 por John Paul Riddle e T. Higbee Embry, a ERAU é a maior instituição do mundo em termos de educação focada em aviação, com mais de 7 mil estudantes de graduação entre os dois campus dos Estados Unidos, e em torno de 20 mil alunos no programa de educação a distância disponível para o mundo todo, o WorldWide. Com planos de abrir um campus no Brasil em breve, esse número deve aumentar ainda mais.

Visitamos o campus de Daytona Beach, o maior da ERAU, que é dividido em várias faculdades: aviação, administração, engenharia, humanidades, todas voltadas para os setores aeronáutico e aeroespacial. Nossa visita foi guiada por Jeff Davis, diretor de relações exteriores da Universidade, e James Roddey, da coordenação de Comunicação. Embarque e aperte os cintos, vamos levar você para dentro da Faculdade de Aviação!

Nossa primeira parada é na “High Altitude Normobaric Lab”, uma sala projetada especificamente para treinar os futuros pilotos para uma situação de emergência específica: o momento em que o oxigênio escapa da aeronave de forma lenta e gradual, e por isso mesmo menos perceptível e mais perigoso. Nessa sala, o oxigênio é drenado lentamente, sem alterações na pressão e sem avisos, enquanto os alunos realizam tarefas cognitivas e motoras relacionadas à operação de voo. Assim, eles aprendem a reconhecer os seus sintomas nessa falta de oxigênio, para que possam perceber caso o problema ocorra durante um voo. As sessões são supervisionadas para segurança e filmadas, para que os alunos revejam e aprendam com suas reações.

Foto 1 - High Altitude Lab 1

Foto 2 - High Altitude Lab 2

Ainda nas instalações de fisiologia e segurança de voo, visitamos um laboratório que abriga o GAT-II, um simulador multifuncional utilizado para treinar, entre outras funções, situações de desorientação espacial. Também conhecida como “vertigem de piloto”, a desorientação ocorre quando, por ilusões visuais ou relacionadas ao labirinto auditivo, o piloto não consegue determinar corretamente a localização da superfície terrestre (para saber mais, confira o vídeo). Jeff explica: “Muitos dos hábitos que temos ao dirigir carros devem ser esquecidos na hora de pilotar um avião. É preciso que o piloto saiba, por exemplo, que pode estar vendo um horizonte falso e nesse momento precisa confiar no equipamento de navegação, e não em sua visão. Nesse simulador, é possível expor os alunos a situações como essa, da decolagem ao flat spin (efeito parafuso), para que ele saiba como agir e manter a segurança”.

Foto 3 - spatial-disorientation

Outra preocupação em termos de segurança é a familiaridade dos pilotos com os equipamentos e a parte técnica da aeronave. Apesar de possuir um programa específico para engenharia, a ERAU expõe seus futuros pilotos aos laboratórios, para que aprendam com profundidade sobre peças e especificidades da aeronave. “Reconhecer o equipamento, seus sons, cheiros e comportamentos quando há um problema é uma parte muito importante da formação”, aponta Jeff.

Foto 4 - turbine

Ainda na Faculdade de Aviação, fomos apresentados ao programa de meteorologia, também fundamental para a segurança da aviação. Especialmente na Florida, com histórico intenso de tornados e furacões, a previsão e acompanhamento meteorológico são realizados com rigor. A Universidade oferece um curso de graduação na área.

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Visitamos, a seguir, os laboratórios de manutenção. Neles, os aproximadamente 300 alunos desse programa estudam manutenção de aeronaves, incluindo aprender a desmontar e reconstruir um motor e depois testar seu funcionamento. Desde as estruturas antigas, feitas de madeira, até os equipamentos atuais, os alunos aprendem a realizar a manutenção adequada durante a graduação. “A demanda de técnicos e mecânicos para trabalhar em aeronaves também deve crescer em grande proporção mundialmente, e é importante que esses profissionais sejam altamente qualificados.”, comenta Jeff. Em um Laboratório de Compósitos próprio, os estudantes trabalham com materiais e fabricação de peças.

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“E os aviões???”, você deve estar se perguntando. Fique tranquilo, a operação de voo é nossa próxima parada.

A Embry-Riddle possui em média 70 aeronaves, cuja operação é controlada em equipamentos de nova geração em controle aéreo na Universidade. A maior parte da manutenção também é realizada no ambiente universitário, e são em média 400 voos realizados por dia pelos estudantes. Entre os instrutores de voo, há alunos mais experientes que são contratados pela Faculdade para ensinar os novos futuros pilotos, o que cria um ambiente jovem e diversificado.

No programa da ERAU, também é possível fazer a graduação em Controle de Tráfego Aéreo. Nesse programa, os alunos têm acesso aos painéis de controle das aeronaves da Universidade e do aeroporto de Daytona, supervisionando o voo de outros alunos e trabalhando, através de simuladores. No laboratório, que é uma réplica de um estabelecimento de controle de voo, os estudantes praticam em 30 estações de controle aéreo.

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E por último, mas não menos importante, vamos a uma das tecnologias mais interessantes: os simuladores.

“Atualmente a tecnologia de simuladores é tão avançada que nos permite treinar um aluno para pilotar um 787 e certificar que ele está pronto para isso sem precisar colocá-lo no 787. Aqui, complementamos as horas de voo práticas com voos simulados, que totalizam cerca de 30% do treinamento dos futuros pilotos”, explica Jeff ao entrarmos no Centro de Simuladores. Os treinos de simuladores complementam a experiência no avião: em uma rotina comum, o estudante faz sua prática na aeronave e alguns dias depois vai ao simulador com seu instrutor para corrigir erros e praticar aspectos em que precisa melhorar, para depois testar as habilidades na aeronave novamente.

Chegamos ao fim do nosso dia na maior Universidade de Aviação do mundo. Para saber mais, acesse o site da ERAU: http://www.erau.edu/

EXTRA > Você pode ler mais sobre cada simulador específico aqui (em inglês).

15 fatos curiosos da aviação

Que tal a gente falar um pouquinho das histórias que a aviação tem para contar? O Blog Check In conta 15 curiosidades desse ambiente amplo, divertido e que nos faz, literalmente, viajar. Embarque nessa viagem ao lado de azeitonas, caviar, água e winglets. Não sabe o que é um winglet? Ora, o blog também é cultura. Portas em automático!

Freddy Charlson

04.01.2016 - IMAGEM - MAT+ëRIA CURIOSIDADES DA AVIA+ç+âO - COMPANHIA KLM - A MAIS ANTIGA

1 – A holandesa KLM é a mais antiga companhia aérea do mundo. Ela foi fundada em 1919.

2 – A australiana Qantas é a segunda companhia aérea mais antiga do mundo. Ela foi fundada em 1920.

3 – Em 1987, a American Airlines economizou 40 mil dólares (cerca de 160 mil reais) apenas retirando uma azeitona de cada salada servida na primeira classe.

04.01.2016 - IMAGEM - MAT+ëRIA CURIOSIDADES DA AVIA+ç+âO - AZEITONA 2

4 – Uma aeronave decola a cada 37 segundos no Aeroporto Internacional de Chicago.

5 – A envergadura das asas do A380 é maior que a própria aeronave. Ela chega a 80 metros de comprimento, enquanto a medida do avião, da cabine à cauda, é de 72,7m.

6 – A Singapura Airlines gasta aproximadamente 700 milhões de dólares por ano (2,8 bilhões de reais) com alimentos. Somente na compra de vinho são 16 milhões de dólares (64 milhões de reais).

04.01.2016 - IMAGEM - MAT+ëRIA CURIOSIDADES DA AVIA+ç+âO - VINHO 1

7 – O ser humano pode perder até 1,5 litro de água numa viagem aérea com duração de três horas.

8 – O Aeroporto JFK, em Nova York (Estados Unidos) foi originalmente chamado de Idlewild Airport.

04.01.2016 - IMAGEM - MAT+ëRIA CURIOSIDADES DA AVIA+ç+âO - CAVIAR NA LUFTHANSA 29 – A companhia aérea alemã Lufthansa é a maior compradora de caviar do mundo, com uma média de 10 toneladas por ano.

10 – O check in pela internet foi utilizado pela primeira vez em 1999, pela companhia Alaska Airlines.

11 – A família de Boeings 747 já transportou mais de 5,6 bilhões de pessoas, o equivalente a 80% da população do planeta.

12 – A viagem mais longa do mundo é entre as cidades de Sydney (Austrália) e Dallas (Estados Unidos). O trajeto de 13.800 quilômetros é feito pela companhia aérea Qantas, em um avião A380 e dura cerca de 15 horas.

13 – A companhia aérea Qantas foi a responsável pela invenção da classe executiva, em 1979.

14 – A cada hora, cerca de 61 mil pessoas trafegam nos ares dos Estados Unidos

15 – Os winglets (peças que ficam nas extremidades das asas e que ajudam a diminuir o barulho e trepidação da aeronave) de um Airbus A330-200 têm altura maior do que qualquer atleta que já atuou na NBA, a liga norte-americana de basquete: 2,4m.

Fonte: Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

Pequeno príncipe, grande aviador

Eterno líder nas listas dos livros mais vendidos, com a obra O Pequeno Príncipe, o aviador francês Antoine de Saint-Exupéry tem muito mais histórias para contar. Foi repórter, lutou na Segunda Guerra Mundial e até deu suas voltas no Brasil, olhem só! 

Freddy Charlson

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“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” A frase, bem fofinha, é a mais conhecida do clássico livro O Pequeno Príncipe, eternamente na lista dos mais vendidos, em vários países do mundo – inclusive no Brasil, nesta semana –, desde o seu lançamento, no longínquo 1943. Tá, aí você se pergunta: “E qual a relação disso com o Blog Check In, voltado para notícias relacionadas à aviação?”.

Bem, o autor da obra, o francês Antoine de Saint-Exupéry era um exímio aviador. Pronto. Nascido em Lyon, em 1900, ele estudou em colégios religiosos jesuítas e maristas e logo enveredou pelo caminho da aviação. Passou nos testes quando tinha meros 21 anos, no Regimento de Aviação de Estrasburgo, onde chegou a subtenente da reserva. Também foi repórter, em Paris, capital da França. Em 1926, passou a piloto de linha, na empresa Aéropostale. E ganhou os ares de vez. Até passou pelo Brasil, entre 1928 e 1930, em alguns pousos em Florianópolis (SC), pilotando aviões do correio francês.

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Ao mesmo tempo, Toninho – sim, já estamos íntimos aqui, no terceiro parágrafo – escrevia. Muito. Ele escreveu, por exemplo, para revistas e jornais franceses. Eram artigos, pensamentos… e livros. A maioria dos escritos, ligados à guerra, à aviação. Foram obras como O Aviador (1926), Voo Noturno (1931) e Terra dos Homens (1939), por exemplo. Mas eis que, em 1943, o escritor, ilustrador e aviador deu ao mundo a obra O Pequeno Príncipe, que logo se tornou um clássico da literatura.

Ora, afinal, quem nunca ouviu frases como “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” ou “Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo”? Certeza que quase ninguém…

Guerra e paz

LITTERATURE-SAINT-EXUPERY-AVIATION

Sua principal obra foi escrita durante a Segunda Guerra Mundial, quando Saint-Exupéry servia na Força Aérea dos Estados Unidos. À época, ele fazia voos de reconhecimento para os aliados. Pois bem, o tempo passou e a história tornou-se uma das mais vendidas na história da literatura. Já são mais de 150 milhões de exemplares no mundo todo, com tradução para mais de 200 línguas e dialetos. Há tempos, o livro figura no topo da lista dos mais vendidos no Brasil, por exemplo, na categoria “ficção”.

Por falar nisso, a história é simples, mas cheia de simbolismo, e tem uma mensagem otimista de amor ao próximo e ao planeta. Ela gira em torno do diálogo entre um aviador e um rapaz de cabelos de ouro e cachecol vermelho, o Pequeno Príncipe. Eles se encontram no deserto do Saara após a queda do avião do narrador. Enquanto ele tenta consertar a aeronave, ouve as histórias do menino oriundo do asteroide B 612 e que, cheio de imaginação, logo lhe pede para desenhar um carneiro. As histórias, cheias de simplicidade e bons sentimentos, provocam no piloto a necessidade de dar valor às pequenas coisas da vida. Oh, que fofo.

A trajetória do Pequeno Príncipe está aí, bem-sucedida há 72 anos. Mas a trajetória de seu criador, Antoine de Saint-Exupéry, foi abruptamente interrompida em um acidente de avião – de que outro modo ele poderia morrer? – em uma missão de reconhecimento, no dia 31 de julho de 1944. Ele partiu de uma base na Córsega e deveria recolher informações sobre os movimentos de tropas alemãs no Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França.

O avião, um P-38 Lightning, porém, caiu e seu corpo nunca foi encontrado. Foi o fim de sua missão secreta para os Aliados, na Segunda Guerra. Sessenta anos depois, os destroços da aeronave foram achados a alguns quilômetros da costa de Marselha, na França. Fim da história do artista, mas não da obra. No Brasil, o livro já vendeu cerca de 5 milhões de unidades desde sua primeira edição aqui, em 1952, pelo selo Agir. Por enquanto…

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Obras escritas por Antoine de Saint-Exupéry
– L’Aviateur (O aviador) – 1926
– Courrier sud (Correio do Sul) – 1929
– Vol de nuit (Voo Noturno) – 1931
– Terre des hommes (Terra dos Homens) – 1939
– Pilote de guerre (Piloto de Guerra) – 1942
– Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe) – 1943
– Lettre à un otage (Carta a um refém) – 1943/1944
– Citadelle (Cidadela) – póstuma, 1948

 

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10 frases de O Pequeno Príncipe
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.”
“Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.”
“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”
“O verdadeiro homem mede a sua força quando se defronta com o obstáculo.”
‘Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam.”
“Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo.”
“É o mesmo sol que derrete a cera e seca a argila.”
“É o espírito que conduz o mundo e não a inteligência.”
“Apenas se vê bem com o coração, pois nas horas graves os olhos ficam cegos.”

Do 14-Bis ao Quasar, dez aviões brasileiros com nomes bacanas

O Blog Check In homenageia a indústria aeronáutica brasileira, uma das maiores do mundo em número de criações e faturamento, criando uma lista com 10 aviões curiosos. Tem desde a criação de Alberto Santos Dumont até o moderno Legacy

Freddy Charlson

14-Bis, o pioneiro – Ah, o 14-Bis. Pois é, bem simples, a criação do inventor brasileiro Alberto Santos Dumont era tipo uma mistura de aeroplano com o balão 14 (o ferinha curtia numerar suas criações), usado pelo inventor em outros voos. Daí, o “bis”, sacaram? Foi com ele que, em 13 de setembro de 1906, o 14-Bis, sem balão, com mais potência e chamado de Oiseau de Proie, voou 8 metros. E isso num momento da história da humanidade em que era difícil definir o que seria um “voo de avião”, lembrem-se. A polêmica ganhava o mundo. Afinal, difícil acreditar que algo mais pesado do que o ar pudesse… voar. Pois é, voou.

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 1 - 14BIS

Ah, é o meu Guri! – O AMT-600 Guri foi desenvolvido pela Aeromot, fabricante do Rio Grande do Sul, para treinamento e instrução primária de pilotagem. O pequenino tem dois lugares (lado a lado) na cabine e trem de pouso fixo e triciclo. Cabem 90 litros de combustível no tanque, o que dá para voar 4h30. O gurizinho mede 8,20m, tem envergadura de 10,50m. Ah, e a altura é de meros 2,51m. O aviãozinho, fabricado desde 1985, tem pouca potência – e é aconselhável usar bem os freios para controlar a corrida na decolagem. E, por fim, o Guri é uma opção frente aos helicópteros e ainda tem maior autonomia de voo.

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 2 - GURI

Anequim, teu sorriso é um olhar de marfim – A brincadeira do título é uma alusão ao clássico Manequim, cantado pelo extinta boyband brasileira Dominó. Bem, voltando ao Anequim… trata-se de um avião que voa até 521,08 km/h. Ele foi desenvolvido Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no caso o Centro de Estudos Aeronáuticos do Departamento de Engenharia Mecânica. Com nome inspirado numa espécie de tubarão veloz e agressiva, o avião de meia tonelada de peso bateu cinco recordes mundiais de velocidade, em sua categoria. Feito de fibra de carbono, o Anequim tem um motor de 4 cilindros e é incapaz de ferir alguém. Quando bem pilotado, claro.

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 3 - ANEQUIM

Xingu, o avião índio – E eis que o bimotor monoplano de uso civil e militar – que chique! – Embraer EMB-121 Xingu foi o primeiro turboélice pressurizado brasileiro. O avião, produzido entre 1976 e 1987 – foram 106 unidades, tinha espaço para até 3 tripulantes e 9 passageiros. Tudo em um comprimento de 12,3m e peso de 5,6 toneladas. Com esses números, ele chegava a uma velocidade de 450 km/h e a uma altura de 8,5 km. A base do Xingu foi o projeto de asa do Bandeirante, um turboélice bimotor para transporte de passageiros. O avião foi o primeiro de uma linhagem de turboélices pressurizados para uso executivo, militar e transporte de passageiros. E até chegar ao EMB-120 Brasília, com 350 unidades circulando no planeta. Rolou até uma outra versão, mais silenciosa, chamada EMB-121A1 Xingu II, em 4 de setembro de 1981.

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 4 - XINGU

Tucano, uma aeronave nariguda – O primeiro voo do Embraer EMB-312 Tucano, turbohélice de treinamento e ataque leve, fabricado pela Embraer, ocorreu em 1980, mas as primeiras unidades foram entregues somente em 1983. Os primeiros a voarem com ela foram os militares do treinamento avançado na Academia da Força Aérea Brasileira (FAB), em Pirassununga (SP). A FAB encomendou 133 unidades do avião. No total, a produção da aeronave que serviu ao Esquadrão de Demonstração Aérea da Força Aérea Brasileira, a Esquadrilha da Fumaça, de 1983 a 2013, ultrapassou 600 unidades. O Tucano atingia 448 km/h a uma altura de 9.144m. Bacana, né? E media 9,86m. Por fim, podia carregar até 3 toneladas.

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 5 - TUCANO

Legacy, um avião duro na queda – O que você lembra ao ouvir a palavra Legacy? Pois é, à memória vem a lembrança de um acidente com um Boeing 737-800 da GOL que matou 154 pessoas, em 29 de setembro de 2006. A batida em pleno voo levou o então presidente Lula a decretar luto oficial de três dias, após o, até então, maior acidente da história da aviação brasileira. Bem, o primeiro voo do Legacy 600, produzido pela Embraer, ocorreu em 2001. O avião transporta até 15 passageiros e mede 26m. Seus principais concorrentes são o Global 5000 da Bombardier, o Falcon 2000 da Dassault e o G450 da Gulfstream. O Legacy 600 é um avião de luxo e custa cerca de 30 milhões de dólares.

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 6 - LEGACY

Quero-Quero, um passarinho – Para começo de conversa, só cabe uma pessoa nos Quero-Quero KW1 que ainda voam por aí. O bichinho é um planador monoplace fabricado no Brasil entre 1975 e 1981. De origem gaúcha – foi criado por um engenheiro de Novo Hamburgo –, ele voou pela primeira vez em 18 de dezembro de 1969. Uma versão modificada foi feita pela IPE Aeronaves, para uso em instrução primária, ou seja, ele era tipo o primeiro planador monoplace à disposição dos alunos. Com comprimento de 6,47m e envergadura de 15m, o Quero-Quero, nome de passarinho curioso, tem como velocidade de melhor planeio, 76 km/h.

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 7 - QUERO-QUERO

Paulistinha, paulistano – Com nomezinho simpatiquinho, o Paulistinha CAP-4, fabricado pela Companhia Aeronáutica Paulista, voou pela primeira vez em 1941. Ou seja, o bichinho tem 74 anos bem distribuídos em 6,76m de comprimento e 2,08m de altura, para meras duas pessoas. O monomotor de asa alta atingia a velocidade máxima de 220 km/h e foi um dos aviões treinadores de maior sucesso no Brasil. A FAB operou uma segunda versão do aparelho entre 1959 e 1967. O Paulistinha era feito de madeira revestida em tela e tinha fuselagem em tubos de aço, com direito a trem de pouso fixo convencional e acomodação para dois pilotos.

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 8 - PAULISTINHA

Biguá, esse menino pantaneiro – Construído numa parceria envolvendo a empresa paranaense IPE Aeronaves e o Aeroclube de Novo Hamburgo, o KW2 Biguá é um planador experimental, biplace e com protótipo projetado pelo engenheiro Kuno Widmaier. Seu primeiro voo foi em 19 de dezembro de 1974. O antigo Departamento de Aviação Civil (DAC) adquiriu o projeto do Biguá com o objetivo de dotar os aeroclubes brasileiros com planadores de construção nacional. Não deu certo. O Biguá acabou perdendo a disputa para o modelo IPE Nhapecan, totalmente construído pela própria IPE. E acabou servindo para instrução primária em Novo Hamburgo. Só um protótipo foi construído. Que peninha!

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 9 - BIGUÁ

Quasar, um raio de luz – E chegamos a 2009, ano da entrada em serviço do Quasar Lite II, avião projetado e produzido pela Aeroálcool. A singela aeronave, com nome inspirado no objeto astronômico quasar (quasi-stellar radio source, ou fonte de rádio quase-estelar) foi criada para o lazer (o consumo é baixo), para o treinamento (é de fácil pilotagem) e para pequenas viagens (dá para voar até 1.500 km com um tanque). A tripulação é espartana, apenas dois pilotos, afinal o Quasar mede meros 5,50m, tem altura de 2,18m e peso de 240kg. A velocidade máxima é de 242 km/h, ou seja, infinitamente menor do que a de um quasar original. Fica a dica.

06.11.2015 - BLOG CHECK IN - MATÉRIA AVIÕES BRASILEIROS - FOTO 10 - QUASAR

Sonhando (e voando) acordados

Cem crianças carentes de escolas de Planaltina (DF) e Cabeceira Grande (MG) passam momentos inesquecíveis no Aeroporto Internacional de Brasília e num A-320. Nenhum deles havia entrado antes num avião; foram instantes de alegria e emoção

Freddy Charlson

“Atenção, passageiros mirins da Escola Classe ETA 44 e da Escola Professora Hozana, por favor, preparem-se. O embarque de vocês vai começar agora!”

15.10.2015 - FOTO - BLOG CHECK IN - ANDANDO NO TERMINAL

O aviso informal – bem mais informal do que o habitual – feito ao microfone por um funcionário da TAM causou um abalo de 3.0 na Escala Richter (aquela que mede a intensidade dos terremotos) no saguão do Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek. Gritos, risadas, pulos de alegria, socos jogados no ar, uma festa. A festa, ali, em frente ao Portão 19, contagiou passageiros que estavam em outros portões. De perto ou de longe, eles se espantavam e riam com toda aquela euforia.

15.10.2015 - FOTO - BLOG CHECK IN - COM CART+âO DE EMBARQUE

Não era à toa. Os 80 alunos do ensino infantil à quinta série da Escola Classe ETA 44, localizada em Planaltina, viviam um sonho. O mesmo ocorria com os 18 estudantes da quarta série do Colégio Professora Hozana, em Cabeceira Grande (MG), município a 120 quilômetros da capital do país. Para muitos, era a primeira vez que viam aviões tão de pertinho. Para quase todos, era a primeira vez que visitavam o aeroporto que recebe 400 aviões e 50 mil pessoas a cada dia. Para todos, seria a primeira vez que entrariam num avião, de verdade. No caso, um A-320, da TAM, com capacidade para 174 pessoas. Sim, aqueles meninos realizaram sonhos em série…

15.10.2015 - FOTO - BLOG CHECK IN - NA ESTEIRA 15.10.2015 - FOTO - BLOG CHECK IN - ENTRANDO NO PORT+âO 15.10.2015 - FOTO - BLOG CHECK IN - CARROS DE BOMBEIRO

E tudo começou com uma conversa entre a Inframérica, administradora do terminal de Brasília, e a diretora da escola planaltinense, a simpática Denise Valadares de Carvalho. A concessionária queria dar uma alegria aos estudantes e bombar o Dia das Crianças. A diretoria queria dar um upgrade no projeto Meios de Transporte, que desenvolve na escola. Conversa daqui, conversa de lá, busca de parceiros ali, produção acolá. E, pronto! O projeto Passeio no Aeroporto saiu do papel e ganhou asas no aeroporto brasiliense.

Voo em solo
Asas mesmo. Os meninos praticamente voavam pelo terminal na tarde dessa quarta-feira (14/10). Chegaram em quatro ônibus escolares, ganharam camisetas, receberam uma espécie de “cartão de embarque”, passaram pelo raio-x, esperaram a chamada no Portão 19, pegaram um ônibus do aeroporto e, tchan, tchan, tchan, tchan!, entraram no avião da TAM. Ali, nove funcionários – dois pilotos e sete comissários – da empresa, baseados em Brasília, fizeram serviço de voluntariado para mostrar um pouco de sua rotina aos pequenos.

15.10.2015 - FOTO - BLOG CHECK IN - NO P+üTIO

Entre demonstrações do uso correto do cinto de segurança e da poltrona e das luzes, os comissários, além de servirem água e refrigerante, divertiram as crianças. Por “divertir”, entenda-se, brincar, fazer piadas e até dançar, como fez Douglas Lupo, chamado de “Comissário Louco”. Com uma máscara de oxigênio no rosto, ele atravessou o corredor do avião repetidas vezes, dançando “Macarena”. A criançada sorriu até. E só lamentou que a comissária Myrelle Furlan não tenha feito o mesmo, apesar dos repetidos pedidos delas e da tripulação.

“Está tudo tão legal aqui. Estou adorando o passeio, afinal é a primeira vez que eu entro em um avião”, contava a animada Júlia Santos de Sá, 11 anos, aluna da ETA 44 e moradora do Núcleo Rural Sarandi, na região de Planaltina. Júlia sentou numa poltrona na parte de trás do avião, a 30B, e, de lá, observava a tudo, bastante interessada. “Quero ser médica ou veterinária. Adoro cuidar das pessoas e dos animais. E preciso trabalhar para viajar muito”, disse. “Viajar de quê, Júlia?”, perguntou a reportagem do Blog Check In. “De avião, claro. Sonho em conhecer a Europa”, confessou, entre um e outro gole de refrigerante, a filha da babá Alenuzia, e de um funcionário da Embrapa, seu Ronaldo. Boa menina.

Também bom menino, mais um milhão de vezes mais agitado que Júlia, era o pequeno Moisés Pereira Dantas, 7 anos. Ele pulava de cadeira em cadeira, fazia perguntas, pedia refrigerante… “Tô gostando, adorei entrar no avião, tomei refrigerante, li as revistas e achei tudo legal, isso aqui é muito grande”, disparava, a torto e a direito. Também morador do Núcleo Rural Sarandi, o aluno de primeiro ano aproveitou para dizer que quer viajar para Goiânia. “Fazer o quê lá, menino”, perguntou a reportagem do Blog. “Visitar meu amigo que mudou para lá, o Vladimir”, explicou o aluno da paciente professora Ana Lúcia. Uma graça, o Moisés.

Salvando vidas

E, assim, se passou a tarde. Os estudantes saíram do avião e conheceram a Seção de Combate a Incêndio, conversaram com os bombeiros de aeródromo, assistiram uma palestra sobre o trabalho deles e sobre a preservação do lixo, conheceram os equipamentos dos 64 bombeiros que atuam no Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek, viram os cinco carros disponíveis no Terminal, se empolgaram com as aves de rapina, gaviões e falcão, que protegem o ar e a terra em torno das duas pistas do terminal e terminaram o dia com um delicioso lanche oferecido por uma rede de fast food que tem loja no aeroporto.

15.10.2015 - FOTO - BLOG CHECK IN - AVES DE RAPINA 15.10.2015 - FOTO - BLOG CHECK IN - BOMBEIROS DE AER+ôDROMO

O lanche – acompanhado de uma sacola com brinquedo, gibi, lápis de cor e folhas para colorir – foi, digamos, a cereja do bolo de uma tarde tão especial. Ao final da aventura, os pequenos estudantes estavam realizados, ainda eufóricos em realizar o sonho de se tornarem passageiros por um dia em um dos maiores aeroportos do país. Muitas, ali, naquelas idas e vindas – até o passeio na esteira foi digno de festa – tiveram, despertada a paixão pela aviação.

Paixão, aliás, que já faz parte do dia a dia de Raniel Humberto Rocha Coelho, 10 anos. Aluno da Escola Professora Hozana, em Cabeceira Grande (MG), ele sonha, um dia, em pilotar um avião. Quer voar alto, conhecer outras cidades que não a sua, que tem meros sete mil habitantes, e viajar muito. “Desde criança eu gosto de avião e até já voei num, mas como passageiro”, brincou o menino. É que o pai, conta, trabalha numa fazenda chamada Santa Matilde, no município.

E, certa feita, Raniel voou num “pulverizador”. “Pul… o quê”, pergunta a reportagem. “Pulverizador”, fala rápido, com o característico sotaque de qualquer mineirinho. “Um avião que voa baixo e joga água, sementes e veneno no solo”, explica. “E esse menino, Raniel, teve medo?”, questiona, novamente, o repórter. “Medo, não. Mas senti um friozinho na barriga, não vou negar, né?”.

Friozinho na barriga, tipo o que ocorreu no passeio, quando Raniel entrou no A-320 da TAM, avião bem maior e bem mais moderno que o pulverizador que voa baixo e que joga água, sementes e veneno nos solos das Gerais. Ali, com cara de bobo e de espanto, Raniel não deu um pio. Olhava para todos os lados. Conferiu janela, teto e corredor, prestou atenção nas orientações dos comissários e, bem, impossível saber o que ele estava sentindo ou pensando naquele momento. Impossível.

Aviação também é um negócio bizarro!

Vez ou outra aparece uma notícia esquisita envolvendo aviões, tripulação, passageiro, malucos chamando a atenção, artistas se achando, voos com finais inusitados e até gente fazendo das tripas, coração, para entrar nesse mercado, que é cada vez mais atraente. O Blog Check-in coletou dez recentes histórias, digamos, um tanto diferentes, desse mundo que cresce a cada dia e que faz parte da realidade da maioria dos brasileiros. Sim, amigos, a aviação é bizarra, mas, também, é muito bacana. Embarque nessa viagem com a gente.

Freddy Charlson

Arte-blog

1 – Cantor veste muita roupa e passa mal em voo
Vamos ser sinceros? Pois é, ninguém curte muito essa história de pagar excesso de bagagem, não é? Tem gente, porém, que exagera. O cantor James McElvar, 19 anos, da banda escocesa Rewind, por exemplo, recusou-se a pagar o equivalente a R$ 220 por excesso de bagagem e preferiu vestir 12 camadas de roupa. O resultado? Passou mal no avião: exaustão pelo calor. Sorte do garoto que um paramédico estava no voo entre Londres e Glasgow e o socorreu. Ah, o voo era da companhia low cost EasyJet. E McElvar vestia quatro casacos, seis camisetas, duas bermudas, três calças jeans, uma jaqueta e dois chapéus. Espertão, hein?

2 – Ex-BBB cria joias para pagar curso de pilotagem
Considerada a participante mais antipática da última edição do Big Brother Brasil, a ex-aeromoça goiana Talita Araújo ficou boazinha e resolveu voar, voar, subir, subir. E, na luta para realizar o grande sonho de sua vida, ser piloto de avião, Talita ganhou a ajudar de uma designer que montou a coleção de joias “Decola Talita”. São colares, brincos e anéis que custam entre R$ 170 e R$ 1.200. O material é ouro, prata e ródio negro. Os fãs também fizeram uma vaquinha e já arrecadaram R$ 10 mil para o curso que, segundo a ex-BBB, dura um ano e é avaliado em R$ 85 mil.

3 – Uma soneca, um pipi e tudo bem!
Pense na seguinte situação: você está de boa, dormindo, curtindo um voo tranquilo quando, de repente, alguém faz xixi em você. Impossível? Nada disso. Foi exatamente o que ocorreu com os passageiros de um voo entre Anchorage (Alasca) e Portland (Oregon), nos Estados Unidos. Mucho loco, Jeff Rubin, 27 anos, começou, meia hora antes do pouso, a fazer pipi entre as fendas das poltronas, acertando os colegas de voo. Aí, num momento, ele escorregou e espalhou o xixi em geral. Que desagradável. O final da história? O camarada foi preso ainda no aeroporto, e acabou sendo acusado de crime ambiental e má-conduta.

4 – Raio não perdoa nem o avião em terra
Pergunte a qualquer pessoa se ela tem medo de raios e a resposta será quase sempre que “sim”. Muitos também têm medo do avião em que viajam ser atingido por um raio, mesmo que a maioria saiba que esse fenômeno da natureza ocorre, na maioria das vezes, em altitudes mais baixas. Dia desses, porém, um raio atingiu um avião da companhia aérea Delta, em solo, durante uma tempestade, no Aeroporto Internacional de Atlanta. E um passageiro flagrou o momento. O passageiro paparazzo, Jack Perkins, aguardava a hora de seu voo para Minneapolis e fotografou o raio com o celular. Mas, calma, meu povo, os aviões são revestidos de metal e funcionam como condutores da energia. Ou seja, o raio é tipo vontade, uma coisa que dá e passa.

5 – Pouso de emergência no meio da avenida
Lugar de avião pousar é na pista. Na pista do aeroporto ou aeródromo, que fique claro. Mas em New Jersey, nos Estados Unidos, um avião pequeno resolveu ser tipo diferente e fez um pouso de emergência bem no meio de uma estrada. E quase acertou os carros que trafegavam no local. O avião de que se fala era um monomotor e transportava cinco passageiros, entre eles alguns alunos de uma escola de paraquedismo. O motivo? Falta de energia da aeronave. A sorte? Ninguém se feriu gravemente. Mas foi um baita susto.

6 – Gordinho, vá pra casa, emagreça e depois pode voar
Essa é bem recente. E bem polêmica. A companhia aérea Air India vai impedir que 125 tripulantes considerados acima do peso voem. A empresa, que é estatal da Índia, defende-se das críticas dizendo que a medida é do órgão regulador da aviação civil do País, tipo a Anac deles. A motivação é que talvez os tripulantes não conseguissem agir rápido em situações de emergência. Para isso, fala a Air India, 600 tripulantes foram incentivados a entrar em forma em 2014, mas 125 não conseguiram. E é bom eles ficarem ligados: em 2009, a companhia, que parece ter tolerância zero com os gordinhos, mandou embora nove mulheres alegando questões de segurança por estarem acima do peso.

7 – “I see dead airplanes”
Tem cemitério de gente, tem cemitério de animais, tem cemitério de carros e… tchan!, tem cemitério de aviões. O de Victorville, no sul da Califórnia, por exemplo, tem um visual incrível. O depósito de aviões antigos atrai gente de todo o País para ver dezenas de aeronaves, lado a lado, no meio do deserto. O local, que não é uma atração turística oficial da região, foi uma base da Força Aérea norte-americana e virou nos anos 1990, o Southern California Logistics Airport, aeroporto logístico multifuncional. E uma dessas funções é abrigar antigas aeronaves comerciais que estão fora de uso. O aeroporto, também conhecido como cemitério, fica a 128 quilômetros de Los Angeles e não é aberto ao público. Mas sempre tem um jeitinho e a turma pode ver e fotografar os companheiros aviões de longe.

8 – Piloto tira soneca e avião despenca, mas não cai
Então, dia desses, em 8 de agosto passado, um Boeing 777 da companhia indiana Jet Airways, a segunda maior do País, despencou por 1,5 km, enquanto estava a 34 mil pés de altitude. Agora, creia, os 280 passageiros não ficaram desesperados. A explicação? Ninguém soube. A verdade é que o piloto tirou um cochilo, previsto pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) para evitar a fadiga (abraços, Jaiminho!) e o copiloto checava informações no iPad. Como eles foram salvos? A galera da torre de controle do aeroporto de Ancara (Turquia) deu o toque e o copiloto acordou o comandante. Tudo acabou bem para o povo que saía de Mumbai em direção a Bruxelas, na Bélgica. Tirando a investigação que a dupla tem que enfrentar agora… Justo.

9 – Vou ali tomar uma cervejinha… de avião!
Tem gente que gosta de tomar uma cervejinha, né? Aí, é só pegar o carro e ir ao bar, tranquilo, de boa na lagoa. Pois é, até aí, tudo bem. O bicho pega mesmo é quando a pessoa resolve ir ao bar… de avião. Foi o que aconteceu em Newman, cidadezinha da Austrália, com um homem de 37 anos. De repente, ele saiu de casa e “dirigiu” seu avião – um Beechcraft de dois lugares – sem asas e pá!, entrou no bar para tomar cerveja. A galera, ahahah, achou engraçado. A polícia – lamento, brother –, não. Considerou a atitude “estúpida” e convocou o homem para comparecer a uma audiência no tribunal local, no próximo dia 18 de novembro. Uma dica? Cara, não vá de avião.

10 – Um brinco do tamanho de avião…
Cheia de mimimi e burocracias, a Inglaterra, acredite, tem seus malucos. Um deles atende pelo nome de Johnny Strange – algo como Joãozinho Estranho – que, sabe-se lá o porquê, resolveu bater vários recordes para entrar no Guiness Book of Records. Um deles, o que interessa ao Blog Check-In, é o de puxar um avião com as próprias orelhas. Crazy people, o tal do Johnny, colocou umas correntes nos buracos perfurados das orelhas e arrastou um avião Cessna 172-P, por 20,4 metros. A máquina pesa exatos 677,8 kg e o feito ocorreu no aeródromo norte de Weald, em Essex. Não, as orelhas do estranho Johnny não foram rasgadas. E, sim, ele deve aparecer na edição 2016 do famoso livro de recordes.

Quer ser comissário de voo? Pergunte-nos como!

A profissão de comissário de voo surgiu em 1930 e até hoje está associada ao glamour e à elegância. Não é raro, ao imaginar como é a vida de um comissário, pensar nas maravilhosas experiências que a carreira proporciona: estar cada dia num lugar diferente, conhecer vários lugares e ter contato com pessoas do mundo todo. Mas engana-se quem acha que essa profissão se resume a recepcionar os passageiros na aeronave e servi-los durante o voo. O comissário de bordo é, antes de tudo, um agente de segurança. Sua principal função é garantir que, da decolagem ao pouso, todo mundo esteja seguro.
Por isso, quem tem o sonho de se tornar um comissário de bordo precisa atender alguns requisitos. Antes de ingressar numa companhia aérea, o candidato precisa ser aprovado por uma escola homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e posteriormente, no exame da própria Agência, que autoriza o exercício da profissão. [Veja se a sua escola é homologada pela Anac aqui] Para isso, são exigidos alguns quesitos como capacidade física, psicológica e emocional, além de habilitação técnica. Quer ser comissário de voo? Pergunte-nos como!

Stella Vasconcelos
1. O primeiro passo para entrar na profissão é ser maior de 18 anos, ter completado o ensino médio e ser brasileiro ou naturalizado. Se você atende a esses pré-requisitos básicos, é só ir até uma escola de Comissário de Voo, apresentar os documentos exigidos e começar as aulas.
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2. Em cerca de quatro meses de curso, você aprende os regulamentos da profissão, estuda o Código Brasileiro de Aeronáutica, tem aulas sobre medicina aeroespacial, primeiros socorros, obstetrícia e higiene, noções de psicologia, conhecimentos gerais de aeronaves, teorias de voo, navegação aérea, meteorologia, procedimentos de emergência e segurança, e prevenção e combate ao fogo.

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3. Se você se perder alguma vez na vida, reze para estar com o seu amigo comissário. Ele sabe como sobreviver no mar, na selva, no gelo e no deserto!

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4. Depois de aprovado no curso de Comissário de Voo, o futuro comissário precisa ser aprovado na prova da Anac. São quatro grupos de 20 perguntas objetivas sobre toda a grade curricular estudada no curso, e é preciso acertar no mínimo 14 questões em cada grupo para garantir a sua aprovação.

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5. Uma salva de palmas para a aprovação na prova da Anac.

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6. Com o Certificado de Conhecimento Técnico (CCT) da Anac em mãos, o próximo passo é conseguir uma vaga numa companhia aérea.

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7. Cada companhia tem o seu próprio critério de seleção, por isso é importante verificar as exigências de cada empresa antes de fazer a entrevista.

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8. Ao ser contratado, você vai passar pelo treinamento da própria companhia aérea, que vai te ensinar os procedimentos de rotina e segurança específicos da aeronave na qual você vai trabalhar, além das normas e procedimentos da empresa.

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9. Opa! Só mais um teste. Para garantir que você aprendeu tudo mesmo, ainda precisa passar pela última etapa: o “check” da Anac, uma prova prática realizada por um avaliador certificado pelo órgão, que vai dizer se você está ou não apto a cuidar da segurança de todos os passageiros a bordo de uma aeronave.

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10. Se for aprovado, você recebe a Licença de Voo e o Certificado de Habilitação Técnica (CHT), que o credencia a atuar como comissário. Você está pronto pra decolar!

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