O ABC da aviação

Você sabe o que é brevê? E arremetida? Flap? Go show? Mayday? Charter? Fique por dentro do significado dos principais termos utilizados na navegação aérea. E não se assuste à toa…

Freddy Charlson

Foto: Elio Sales/SAC-PR

Na aviação nem tudo é o que parece. Brevê, por exemplo, não é uma abreviação de “brevemente”, mas, sim, uma autorização fornecida por entidade legal a uma pessoa que satisfaça todos os requisitos para se tornar piloto. Ou seja, uma espécie de carteira de motorista para a aviação.

Já a caixa preta não é preta, mas laranja, para ajudar sua localização no caso de algum acidente aéreo. E a expressão “go show” não é uma liberação ou ordem para o passageiro assistir a algum show no aeroporto. Trata-se de “embarque por meio da lista de espera”. Não deixa de ser agradável, ora, pois.

O objetivo deste post é deixar você, leitor-passageiro, mais antenado com os termos utilizados no setor e, principalmente, não ficar alarmado à toa, afinal, como dissemos antes… nem tudo é o que parece ser. A verdade é que, salvo raras exceções, a situação sempre está sob controle dos pilotos e da tripulação. Fique frio, não se engane.

Por fim, quando ouvir o termo “Meteoro”, não se assuste. Nesse caso, não haverá colisão entre esse tipo de corpo celeste e o planeta Terra. Meteoro, na aviação, é o termo que designa um serviço de informação meteorológica de responsabilidade dos centros de controle de tráfego aéreo. Ou seja, podem até errar a previsão do tempo, mas o mundo não será destruído. Pelo menos não dessa vez. Vamos, então, a uma relação das principais expressões!

A

Acrobacia aérea – Manobra efetuada intencionalmente com uma aeronave em voo levando-a a atitudes ou acelerações anormais ou, ainda, a mudanças bruscas de altitude.

Aeroclube – Clube de aviação civil incumbido de fomentar e controlar a aviação de desporto e turismo num certo local.

Aeródromo – Área definida de terra ou de água (que inclui todas suas edificações, instalações e equipamentos) destinada total ou parcialmente à chegada, partida e movimentação de aeronaves na superfície.

Aeronauta – Aeronauta é o aero navegante que exerce função remunerada a bordo de aeronave civil nacional. É também aeronauta aquele que exerce função em aeronave civil estrangeira, mediante contrato de trabalho, regido por leis brasileiras.

Arremetida – Manobra executada por uma aeronave durante a aproximação para pouso: 1 – quando não obtiver condições visuais na altura crítica do problema de descida; 2 – quando, por motivo de segurança, desejar ou for ordenada nova aproximação.

Autonomia – Espaço de tempo em que uma aeronave pode permanecer no ar, com dada velocidade.

B

Biplano – Avião que possui duas superfícies principais de sustentação situadas em alturas diferentes.

Brevê – Autorização fornecida por entidade legal a uma pessoa que satisfaça todos os requisitos para se tornar piloto.

Briefing – Palavra de origem inglesa amplamente usada na aviação que significa verbalização dos procedimentos a serem executados durante uma missão, que tenham sido planejados a priori, e o que se espera da atuação e participação de cada um.

C

Caixa preta – Caixa metálica (de cor laranja!) extremamente resistente, na qual são gravados todos os parâmetros de voo e comunicação entre pilotos e controladores.

Chandelle – Curva ascendente de 180 graus, ganhando o máximo de altitude.

Check-in – Balcão de retirada de cartão de embarque, despacho de bagagens e informações.

Code-sharing – É o compartilhamento de voos. Ocorre quando uma empresa vende passagens para os voos da outra e vice-versa.

Cumulonimbus (CB) – Nuvem de grande desenvolvimento vertical, de trovoada, com ocorrência de descargas elétricas, pancadas de chuva ou granizo, correntes ascendentes e descendentes

E

Empuxo – Força vertical em uma aeronave, ou outro corpo, inteiro ou parcialmente imerso em um fluido, igual em módulo ao peso do fluido deslocado.

Envergadura – A distância entre as pontas das asas do avião

Estol – Perda de sustentação

F

Fase de cruzeiro – A parte do voo desde o fim da fase de decolagem e subida inicial até o início da fase de aproximação e pouso.

Flap – Seção articulada ou pivotada e que forma a parte traseira de um aerofólio, usada para variar sua curvatura efetiva.

Força G – Força centrífuga atuando nas manobras, podendo elevar o peso do piloto e da aeronave

G

Guinada – Movimento em torno do eixo vertical da aeronave; nariz para a direita e esquerda.

Go show – Embarque através da lista de espera.

Guinada no solo – Desvio involuntário de uma aeronave de seu curso normal ao taxiar, aterrar ou decolar.

H

Hangar – Local onde se abrigam ou se alojam geralmente os mais pesados que o ar. O abrigo dos mais leves que o ar é às vezes denominado galpão ou dique.

Hidroplanagem – Deslizamento de uma aeronave terrestre, com roda, em uma superfície molhada, causado por uma camada fina de líquido, geralmente água, que suporta o pneu completamente.

I

Infravermelho – Luz que tem o comprimento de onda maior que o da luz visível. Pode ser sentida através da pele como calor.

J

Jato de ar – Fluxo de ar relativamente violento.

L

Looping – Manobra acrobática que consiste em uma trajetória fechada de voo executada por uma aeronave num plano vertical.

Luzes de proteção de pista – Sistema de luzes com o propósito de alertar pilotos ou motoristas de veículos que estão prestes a adentrar uma pista de pouso e decolagem em uso.

M

Mayday – Palavra que repetida três vezes significa “situação de perigo”. Em alguns textos foi aportuguesada para medê.

Meteoro – Serviço de informação meteorológica de responsabilidade dos centros de controle de tráfego aéreo (ACC).

N

Nariz pesado – Tendência de uma aeronave a picar em voo (inclinar-se para frente).

Navegação estimada – Um meio de navegação baseada no conhecimento da direção, velocidade e duração do voo; determinação de uma posição pelo avanço de uma posição anterior, de rumos e distâncias.

O

Onda de choque – Massa de ar comprimida à frente da aeronave, consequente da resistência aerodinâmica.

P

Pane – Falha no funcionamento do motor do avião e que, geralmente, acarreta, numa parada de seu funcionamento.

Pés – Unidade de medida igual a 30,48 cm

Piloto automático – Sistema que comanda a aeronave automaticamente até estabilizá-la em uma condição de voo pré-selecionada pelo computador ou piloto de dentro da aeronave ou por controle remoto.

Piloto remoto – É a pessoa que manipula os controles de voo de uma ARP (aeronave remotamente pilotada).

Plano de voo – Conjunto de informações específicas, relativas a um determinado voo de uma aeronave. O plano de voo deve ser preenchido verbalmente ou por escrito junto a um órgão ATS ou ATC.

Push back – Procedimento no qual a aeronave é movimentada do box e alinhada na faixa de táxi para posterior decolagem.

R

Rota aérea – Termo que designa o caminho entre a origem e o destino do voo.

S

Satcom – Sistema de comunicação via satélites

Scanflow – Verificação dos sistemas da aeronave no cockpit

Sonar – Sistema de localização pelo som de objetos dentro d’água.

Sonda – Estrutura tubular montada na aeronave receptora, que permite a conexão entre o sistema receptor de combustível e o acoplamento receptor da mangueira de abastecimento de um avião-tanque.

Spoiler – Freio aerodinâmico que impede o aumento excessivo de velocidade da aeronave durante a descida.

T

Taxiamento – Deslocamento de uma aeronave por seus próprios meios na superfície terrestre, exceto quando pousando ou decolando.

Teto – Distância do solo à cobertura de nuvens ou de fenômenos atmosféricos obscurecentes (nevoeiro, névoa, seca, etc.) que devem ser informados como nublado (broken), encoberto (overcast) ou obscurecido (obscuration) e não como cobertura parcial ou final.

Trem de pouso – Infraestrutura que suporta o peso de uma aeronave quando em contato com o solo ou com a água, e em geral contém um mecanismo para a redução do choque de pouso. O termo abarca também as rodas principais de pouso, a roda de cauda (bequilha), o patim da cauda etc.

Turnaround – Manobra na qual a aeronave executa curva de 180 graus na cabeceira de uma pista.

U

Upgrade – Transferência de uma classe para outra superior sem pagamento de taxa adicional.

V

Voo charter – Trata-se de um tipo de voo com um preço menor que o regular, com várias limitações. O passageiro não pode remarcar as datas da viagem ou ter o bilhete endossado por outra companhia.

Z

Zero Fuel Weight – Peso da aeronave incluindo passageiros e cargas e desprezando o combustível

Zona de controle – Espaço aéreo controlado que se estende do solo até um limite superior especificado.

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Folia no sofá de casa

Vai ficar em casa entediado durante o Carnaval? Calma, não se irrite. O blog Check-in chega sambando na avenida, com ótimas dicas para um cineminha na sala, tendo a aviação como tema. Então, aperte os cintos, estoure a pipoca e aproveite!

Freddy Charlson

Se o seu PLANO DE VOO é ficar em casa durante o carnaval, fique frio. Nós, do blog Check-in, tivemos uma PREMONIÇÃO e sugerimos um programa pra lá de bacana: que tal aproveitar o feriado prolongado e assistir a alguns dos principais filmes com temas relacionados a AVIÕES, AEROPORTO e voos, como o UNITED 93, em geral? Seja drama, comédia, clássico ou filmes-catástrofe, há uma grande oferta de produções com essa temática nas TVs abertas, pagas, locadoras de vídeo (sim, algumas ainda resistem à modernidade) ou serviços de streaming na internet, que vão deixar você VOANDO ALTO e se sentindo um verdadeiro TOP GUN (“Take my Breath awaaaaaaaaay”).

Para isso, você nem precisa ser O AVIADOR. Basta querer buscar um pouquinho de diversão, encarar todas as eventuais SERPENTES A BORDO e se divertir com vontade, dando ASAS à imaginação até chegar à CASABLANCA.

Este guia é simples: não é nada DURO DE MATAR (2) e reúne 25 dos principais expoentes do gênero, além de uma série de televisão, com o singelo objetivo de deixá-los VIVOS e nada LOST. Então, o que está esperando? APERTEM OS CINTOS… e embarquem, SEM ESCALAS, nesta viagem!

SEM ESCALAS (Jaume Collet-Serra, 2014)

Ação. Durante um voo de Nova York a Londres, o agente Neil Marks (Liam Neeson) recebe mensagens dizendo que um passageiro será morto a cada 20 minutos caso US$ 150 milhões não sejam transferidos para uma conta bancária. Quando o primeiro passageiro aparece morto ele inicia uma investigação no avião atrás do assassino. Pura adrenalina.

OS AMANTES PASSAGEIROS (Pedro Almodóvar, 2013)

Comédia. Um avião enfrenta problemas no voo para o México: um dos trens de pouso não funciona. O comandante voa em círculos, à espera de condições para um pouso de emergência. Os passageiros e as aeromoças da classe econômica são dopados, para evitar pânico. Os únicos acordados são os comissários de bordo e os passageiros da classe executiva, que, com medo da morte, falam seus segredos. Cada um…

AVIÕES (Klay Hall, 2013)

Animação. Dusty é um avião que trabalha pulverizando plantações. Seu sonho é participar de corridas internacionais, mas seu medo de altura e a composição da carroceria impedem essa realidade. Sabendo do sonho do amigo, outros aviões, Chug e Skipper, ajudam Dusty na empreitada. Amizade é isso.

AMELIA (Mira Nair, 2009)

Drama. Cinebiografia da lendária piloto americana Amelia Earhart, que desapareceu enquanto voava sobre o Oceano Pacífico em 1937, numa tentativa de fazer um voo ao redor do mundo. Ela foi a primeira mulher a completar a travessia do oceano Atlântico pilotando um avião. Este feito fez com que se tornasse uma celebridade nos Estados Unidos, onde passou a ser chamada de “deusa da luz” devido a sua ousadia e carisma.

AMOR SEM ESCALAS (Jason Reitman, 2009)

Drama. O frio Ryan Bingham (George Clooney) tem por função demitir pessoas, mas adora seu trabalho e passa o tempo viajando para diversos cantos do país. Até que o chefe contrata uma mulher que desenvolve um sistema de videoconferência em que as pessoas podem ser demitidas do escritório. O emprego de Ryan fica por um fio e ele viaja com a mulher para mostrar a realidade de seu trabalho e tentar salvar a pele.

VOO UNITED 93 (Paul Greengrass, 2006)

Drama. O filme conta a história do voo 93 da United Airlines, sequestrado em 11 de setembro de 2001 por terroristas, o dia em que as Torres Gêmeas caíram. A ideia era derrubar o avião junto a outro símbolo norte-americano. Durante 90 minutos o avião permanece no ar até os passageiros decidirem reagir para evitar que os planos terroristas sejam concluídos. Tarde demais.

SERPENTES A BORDO (David R. Ellis, 2006)

Suspense. As serpentes são as protagonistas deste filme de terror rodado quase todo em um avião. Nathan Phillips é testemunha de um assassinato feito pelo gângster Eddie Kim. Para evitar o depoimento de Phillips, o gângster tenta matá-lo numa viagem de avião, com um carregamento de serpentes. Quando elas são liberadas, claro, os passageiros começam a morrer. Uma carnificina em pleno ar.

PLANO DE VOO (Robert Schwentke, 2005)

Drama. O avião não cai nesse filme, mas Kyle Pratt (Jodie Foster) é uma sofrida viúva que, numa viagem de Berlim a Nova York, entra em pânico ao perceber o desaparecimento da filha de 6 anos. Desesperada, ela precisa provar à tripulação e aos passageiros sua sanidade e convencer a si mesmo que não está enlouquecendo. Muita tensão.

O AVIADOR (Martin Scorsese, 2005)

Drama. Leonardo DiCaprio interpreta Howard Hughes, milionário excêntrico e apaixonado por aviões. Investidor na indústria do cinema, ele ajudou a carreira de astros como Jean Harlow e trabalhou em filmes de sucesso. Paralelamente se dedicou a uma de suas maiores paixões, a aviação, e se envolveu com as atrizes Katharine Hepburn e Ava Gardner. Rapaz forte, hein?

O TERMINAL (Steven Spielberg, 2004)

Drama. Viktor Navorski (Tom Hanks) viaja para Nova York no dia em que seu país sofre um golpe de estado, o que invalida seu passaporte. No aeroporto, ele não é autorizado a entrar nos Estados Unidos. Sem poder retornar à sua terra natal, Viktor passa a morar no terminal. Ali, se apaixona por uma aeromoça, a bela Catherine Zeta-Jones. Baseado na história de Mehran Karimi Nasseri, que morou 17 anos em um aeroporto francês.

VOANDO ALTO (Bruno Barreto, 2003)

Comédia. Donna Jensen (Gwyneth Paltrow) é uma garota pobre que sempre sonhou em se tornar aeromoça e ter uma vida glamourosa, viajando pelo mundo. Logo ao entrar na Escola para Comissárias de Bordo ela percebe que a realidade será bem diferente do sonho que imaginava e sofre numa companhia pequena.

PREMONIÇÃO (James Wong, 2000)

Suspense. Adolescente causa confusão no início de um voo de uma escola americana para Paris ao ter uma premonição e dizer que o avião vai explodir. Ninguém acredita, começa uma briga e eles são expulsos. Logo após o avião decolar, ele explode. A Morte, então, passa a perseguir os sobreviventes. Melhor filme da franquia. Com Devon Sawa e Ali Larter.

CON AIR – A ROTA DA FUGA (Simon West, 1997)

Ação. Preso conquista a liberdade condicional e pega carona em voo com os maiores criminosos do país, como o psicopata Cyrus (John Malkovich). A viagem vira um pesadelo porque os bandidos assumem o controle do avião para sair do país e dão início a um plano de fuga. Agora, Poe terá que fingir que está de acordo com eles para se manter vivo e depois tentar reverter a situação.

VIVOS (Frank Marshall, 1993)

Drama. Avião com um time uruguaio de rúgbi cai sobre os Andes, deixando de 20 a 25 sobreviventes. São enviados vários aviões de reconhecimento, mas devido ao péssimo tempo o serviço é interrompido. Após semanas sem comida, os sobreviventes passam a viver um dilema: ou se alimentam de carne humana dos que já faleceram ou também irão morrer. Baseado em uma história real.

DURO DE MATAR 2 (Renny Harlin, 1990)

Ação. Sim, e ação com John McClane (Bruce Willis), um dos maiores heróis do cinema hollywoodiano. Desta vez, terroristas invadem o aeroporto de Washington, para libertar um preso político (Franco Nero) que está sendo extraditado, e ameaçam destruir aviões se as exigências não forem cumpridas. Mas a esposa de McClane está em um dos aviões. Pronto, é a deixa pro detetive de Nova York encarar os malfeitores.

TOP GUN – ASES INDOMÁVEIS (Tony Scott, 1986)

Drama. Tom Cruise é “Maverick”, piloto de guerra que tenta ser um Top Gun, um fera da aviação. Com incríveis imagens aéreas e bela trilha sonora, o filme virou um clássico dos anos 80 e ainda apresentou a bela Kelly McGillis. Quase 30 anos depois do lançamento da primeira parte, foi anunciada a esperada sequência: Top Gun 2.

TOP GANG – ASES MUITO LOUCOS (Jim Abrahams, 1991)

Comédia. Sean “Topper” Harley (Charlie Sheen) é um piloto de avião arrogante e quer superar a fama do pai de ser um piloto desastrado. Ele recebe a missão de destruir as plantas nucleares de Saddam Hussein. Topper se mete em confusões enquanto luta contra os terroristas e também contra o seu colega de trabalho, para saber quem fica com a mocinha no final. Outra paródia.

APERTEM OS CINTOS, O PILOTO SUMIU (David Zucker, Jerry Zucker e Jim Abrahams, 1980)

Comédia. Conta a história de Ted Striker, um neurótico piloto ex-combatente de guerra, obrigado a assumir os controles de um avião quando a tripulação passa mal com a comida contaminada. Ele tenta conquistar Elaine, a antiga namorada, que é aeromoça. O filme é uma sátira às produções de desastres na aviação e às comédias românticas.

APERTEM OS CINTOS, O PILOTO SUMIU II (Ken Finkleman, 1982)

Comédia. A sequência foi feita dois anos depois, sem os diretores originais, mas com atores do primeiro filme. Muita confusão quando o Mayflower 1, o primeiro ônibus espacial de passageiros, ruma para a Lua, com um louco a bordo. O primeiro módulo lunar está para se autodestruir, as máquinas não funcionam e o pior: a tripulação descobre que está sem nenhum café.

AEROPORTO (George Seaton, 1970)

Suspense. Um psicopata ameaça explodir um avião e o piloto tenta um pouso forçado. Em terra, equipes se preocupam em manter o aeroporto funcionando em virtude de uma nevasca. Baseado em livro de Arthur Hailey, foi o primeiro filme do gênero “cinema-catástrofe”, com Burt Lancaster e Dean Martin. Deu origem às sequências Aeroporto 75, Aeroporto 77 e Aeroporto 80 – O Concorde. Os filmes da série utilizaram uma aeronave cada: um Boeing 707, dois Boeing 747 e um Concorde. Dos quatro aviões, dois terminaram as carreiras em desastres, um foi desmontado e o outro, desativado.

AEROPORTO 75 (Jack Smight, 1974)

Suspense. A sequência foi estrelada por Charlton Heston e Linda Blair. Um avião particular se choca com um Boeing 747 e o acidente mata ou incapacita a tripulação do Boeing. Uma aeromoça assume a aeronave, com instruções pelo rádio. Um piloto é enviado para entrar no avião por um buraco na cabine para resgatar o avião e salvar os sobreviventes.

AEROPORTO 77 (Jerry Jameson, 1976)

Suspense. Estrelado por Jack Lemmon e James Stewart. Um luxuoso Boeing 747 é usado pelo dono para transportar parentes e amigos ao museu que vai inaugurar. No avião há uma carga de pinturas, o que desperta a ganância de uma quadrilha. O líder da quadrilha é o copiloto que coloca os passageiros para dormir com um gás e desvia o avião para uma ilha. A aeronave cai no oceano e submerge. Desespero à espera do resgate.

AEROPORTO 80 – O CONCORDE (David Lowell Rich, 1979)

Suspense. Um negociante de armas que tenta destruir um Concorde para evitar que um dos passageiros, sua namorada, denuncie suas transações ilegais com os países comunistas durante a Guerra Fria. O avião escapa do primeiro ataque, mas Harrison acaba causando um pouso forçado nos Alpes. Considerado o pior filme da série.

CASABLANCA (Michael Curtiz, 1942)

Drama. Durante a Segunda Guerra Mundial, fugitivos escapavam dos nazistas pela cidade de Casablanca, no Marrocos. Rick Blaine (Humphrey Bogart) encontrou refúgio na cidade, dirigindo uma casa noturna. Ele ajuda refugiados na fuga para os Estados Unidos. Quando um casal pede sua ajuda, ele reencontra uma paixão do passado, Ilsa (Ingrid Bergman). Eles lutam para fugir juntos, lembrando que “sempre haverá Paris”.

ASAS (William A. Wellman, 1927)

Drama. Essa é para quem curte um filme mudo. Asas conta a história de dois pilotos militares da Primeira Guerra Mundial, Jack Powell e David Armstrong, rivais na luta pela bela Sylvia Lewis. O clímax ocorre numa batalha em que David é atingido e dado como morto. Porém, ele sobrevive e rouba um biplano alemão. Tenta retornar para as linhas aliadas, mas é confrontado com Jack, que busca vingança pela “morte” do amigo. A produção faturou o Oscar de Melhor Filme, na primeira cerimônia do prêmio, em 1927.

+ Uma Série

LOST (Damon Lindelof e J.J. Abrams, 2004 a 2009)

Drama. A série, em seis temporadas, mostra o drama de passageiros de um avião que cai numa ilha deserta. Liderados pelo médico Jack Shephard (Matthew Fox), eles descobrirão que o local esconde perigosos segredos. Com o passar do tempo, são reveladas informações sobre o passado dos sobreviventes e as ligações que tinham entre si, além de algumas questões. Eles teriam sobrevivido? Estariam mortos? Viveriam numa espécie de purgatório? Revolucionou a TV, no mínimo.

Os porquês dos nomes dos 15 principais aeroportos do Brasil

Você sabia que Congonhas é um tipo de erva-mate existente na cidade natal do primeiro governante da província de São Paulo? E que o nome Viracopos pode ter sido originado de uma confusão na quermesse da igreja ou em um bar onde tropeiros sentavam para beber? Por trás da nomenclatura dos 15 principais aeroportos brasileiros, responsáveis por 95% da movimentação no País, existem curiosidades interessantíssimas. Confira!

Congonha

Congonhas: erva-mate abundante na região onde nasceu o primeiro governante de São Paulo

Mariana Monteiro

AEROPORTO DE CONGONHAS

Congonhas é uma palavra derivada do tupi “Ko Gói”, que significa “o que mantém o ser”. Os indígenas utilizam esse termo para denominar um tipo de erva-mate abundante nas proximidades da cidade Congonhas do Campo (MG). Foi nessa cidade onde nasceu Lucas Monteiro de Barros (1767-1851), o Visconde de Congonhas do Campo, primeiro governante da província de São Paulo e também um dos maiores proprietários de terras da região onde hoje está o aeroporto de Congonhas. A região que também recebe esse nome foi escolhida para abrigar o empreendimento pelas condições naturais de visibilidade e por ficar longe da áreas de enchente do Rio Tietê.

AEROPORTO DE VIRACOPOS

Existem duas possíveis versões para a origem do nome do aeroporto de Campinas (SP).

Versão 1: no começo do século, no local onde seria construído o terminal aéreo, havia uma igreja. Certa vez, durante a realização de uma quermesse, o pároco do bairro e os moradores se desentenderam. O tumulto terminou em quebra das barracas e brigas, além da bebedeira. Então, nos sermões, o padre se referia ao ocorrido como “viracopos”.

Versão 2: a outra possível motivação para o nome do aeroporto campinense é a existência de um bar no local, onde tropeiros paravam para descansar, trocar informações sobre viagens e “virar copos”, ou seja, beber.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA – PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK

O nome do aeroporto de Brasília não poderia ser outro. Afinal, Juscelino Kubitschek é considerado o pai da capital do país, já que foi ele o responsável pela construção da cidade.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE MANAUS – EDUARDO GOMES

Eduardo Gomes foi ministro da Aeronáutica por duas vezes – nos governos Café Filho (1954-1955) e Castelo Branco (1965-1967). Em 1941, promovido a brigadeiro, participou da organização das bases aéreas para a Segunda Guerra Mundial. Além de dar nome ao aeroporto da capital amazonense, Eduardo Gomes tem outra curiosa homenagem. Foi por causa dele que o brigadeiro, o doce de padaria mesmo, leva esse nome. É que no final do Estado Novo, o militar candidatou-se às eleições que ocorreriam em dezembro de 1945. Para angariar fundos para a campanha, eram vendidos doces. Daí então surgiu a famosa guloseima.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CUIABÁ – MARECHAL RONDON

Marechal Rondon foi um desbravador e militar brasileiro, de origens indígenas, que explorou a Região Amazônica. Ele construiu 372 quilômetros de linhas e cinco estações telegráficas, abrindo caminho no interior do Brasil.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE GUARULHOS – GOVERNADOR ANDRÉ FRANCO MONTORO

Também conhecido por Cumbica, o aeroporto leva esse nome porque a região onde está localizado também se chama Guarulhos. O aeródromo também traz o nome do ex-governador de São Paulo André Franco Montoro, morto em 1999. Montoro foi o 27º governante do estado paulista (1983-1987).

AEROPORTO INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO/GALEÃO – ANTÔNIO CARLOS JOBIM 

Galeão é o bairro da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, que abriga o aeroporto e instalações da Aeronáutica. Em 1999, um decreto acrescentou ao nome do terminal aéreo uma homenagem ao grande cantor e compositor brasileiro Antônio Carlos Jobim. Tom Jobim compôs a canção Samba do Avião que, dentre outras coisas, diz:

Cristo Redentor/ Braços abertos sobre a Guanabara/ Este samba é só porque/ Rio, eu gosto de você/ A morena vai sambar/Seu corpo todo balançar/ Aperte o cinto, vamos chegar/ Água brilhando, olha a pista chegando/ E vamos nós/ Pousar…”

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CONFINS – TANCREDO NEVES

Tancredo Neves foi o primeiro presidente a ser eleito pelo regime democrático após a ditadura no Brasil. No entanto, antes mesmo de tomar posse o político foi acometido por uma diverticulite e morreu. Confins, por sua vez, possui esse nome por localizar-se nos limites das fazendas da região, muito distante. Essa também é a palavra que usamos para dizer que determinado lugar, no sentido figurado, é longe.

AEROPORTO INTERNACIONAL DO RIO GRANDE DO NORTE/SÃO GONÇALO DO AMARANTE – GOVERNADOR ALUÍZIO ALVES

O recém-inaugurado aeroporto potiguar traz o nome do município onde foi construído. São Gonçalo do Amarante foi um religioso português considerado beato pela Igreja Católica. Ele foi escolhido padroeiro do município que nasceu no século 18, quando famílias de Portugal chegaram no Rio Grande do Norte. Já Aluízio Alves foi governador do estado entre 1961 e 1966, sendo cassado pelo Ato Institucional Número Cinco em 1969.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE FORTALEZA – PINTO MARTINS

Em 1952, a Base do Cocorote passou a ser chamada de Aeroporto Pinto Martins – uma homenagem ao piloto cearense Euclydes Pinto Martins. Natural do município de Camocim, a 380 km de Fortaleza, ele realizou o primeiro voo entre Nova York e Rio de Janeiro a bordo de um hidroavião.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE – SALGADO FILHO

O local que hoje abriga o aeroporto de Porto Alegre pertencia à Brigada Militar do Rio Grande do Sul. No entanto, o serviço foi extinto em 1924 e a área foi mantida como parque de aviação, onde havia demonstrações de aviação esportiva. Em meados de 1937, a companhia aérea Varig comprou seus primeiros aviões com trem de pouso (antes usavam apenas hidroaviões) e passou a usar o local, que então foi chamado de Aeródromo de São João. Anos depois, em 12 de outubro de 1951, passou a chamar-se Aeroporto Internacional Salgado Filho, uma homenagem ao político gaúcho Joaquim Pedro Salgado Filho. Ele foi deputado federal e senador, além de ministro do Trabalho (1932-1938) e da Aeronáutica (1941-1945).

AEROPORTO INTERNACIONAL DO RECIFE/GUARARAPES – GILBERTO FREYRE

Primeiramente, o principal terminal aéreo pernambucano chamava-se Aeroporto de Recife. Em 1948, o então presidente da República Eurico Gaspar Dutra assinou decreto que renomeava o local para Aeroporto dos Guararapes, já que o aeródromo fica próximo ao Monte dos Guararapes, local onde aconteceu a Batalha dos Guararapes.

Em dezembro de 2001, mais uma renomeação. Agora, o aeroporto traz ainda homenagem ao escritor e um dos mais importantes sociólogos, o pernambucano Gilberto de Mello Freyre.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CURITIBA – AFONSO PENA

Localizado na área da Colônia Afonso Pena, o nome do aeroporto paranaense é uma homenagem ao sexto presidente da República, Afonso Pena, que governou o país de 1906 a 1909.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE SALVADOR – DEPUTADO LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

O aeroporto da capital baiana foi inaugurado em 1925 sob o nome de Santo Amaro do Ipitanga e reconstruído em 1941. Em 1955, seu nome foi mudado para “2 de Julho”, data mais importante da história do estado, por marcar a independência da província da Bahia. Desde 1998, passou a se chamar Aeroporto Internacional de Salvador – Deputado Luís Eduardo Magalhães, após a morte do ex-presidente da Câmara Luís Eduardo Magalhães, vítima de ataque cardíaco. A mudança provocou revolta em parte do povo baiano. Por isso, a maioria dos habitantes de Salvador continua a chamá-lo (ou conhece) por “2 de Julho”. Hoje, tramitam na Câmara dos Deputados projetos de lei em favor da mudança do nome para 2 de Julho. Mas o assunto segue sem definição e a polêmica persiste.

AEROPORTO SANTOS DUMONT – RIO DE JANEIRO

Obviamente que algum aeroporto teria que levar o nome do maior aeronauta brasileiro e um dos grandes inventores da humanidade. Santos Dumont planejou, construiu e levantou voo com os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Em 1901, quando contornou a Torre Eiffel, em Paris, com seu dirigível nº 6, o brasileiro natural de Palmira (MG) foi merecedor do Prêmio Deutsch, o que o tornou famoso mundo afora. O mineiro também foi o primeiro a decolar com um avião com motor a gasolina. O fato ocorreu em 23 de outubro de 1906, quando o aviador voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros, também na capital francesa. ​

É chato, mas necessário

o-OXYGEN-MASK-PLANE-570Por que temos que voltar a poltrona para a posição vertical em pousos e decolagens? Por que temos que colocar a máscara de oxigênio em nós antes de auxiliarmos crianças? Por que as luzes são diminuídas no começo e no fim dos voos noturnos? O blog pesquisou e responde sobre essas e outras “chatices” que os passageiros precisam seguir dentro do avião.

Mariana Monteiro

“Para maior conforto e segurança, as luzes da cabine serão reduzidas”. Quem já pegou um voo noturno certamente ouviu essa frase. Mas por que a iluminação tem que ser menor em pousos e decolagens à noite? Você sabe por que temos que voltar a poltrona para a posição vertical no começo e no fim da viagem? Que diferença o posicionamento do meu corpo fará dentro de um avião daquele tamanho? E em relação à mesinha, por que não podemos usá-la durante todo o trajeto?

Ao contrário do que possamos pensar, essas regrinhas não são chatices impostas pelas companhias aéreas. As normas realmente trazem mais segurança – e bem-estar –, e são regulamentadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com o respaldo das companhias e fabricantes de aeronaves. Mais do que isso! Elas cumprem requisitos de segurança da International Civil Aviation Organization (ICAO) e International Air Transport Association (IATA).

Ok, sabemos que é uma exigência internacional. Mas e os porquês de tudo isso? Bom… a redução da iluminação é para que os comissários de bordo visualizem o exterior da aeronave com clareza, caso haja uma situação adversa em que seja preciso evacuação. Quando ligadas, as luzes de dentro do avião refletem nos revestimentos das janelas e viram espelhos que podem impedir que a tripulação enxergue possíveis obstáculos no local do pouso, como fogo, água ou um penhasco. Assim, os passageiros podem ser orientados sobre a melhor saída de emergência. A mesma lógica serve para as persianas das janelas, que devem estar levantadas nos pousos e decolagens, mesmo que seja dia.

Gwyneth Paltrow plays a flight attendant in View From The Top.Já em relação à poltrona, a questão é de saúde mesmo. Quando o avião pousa ou decola, há maior aceleração ou desaceleração. Esses movimentos causam pressão em nosso corpo, gerando desconforto e até lesões. E quanto maior a inclinação, maior a pressão. Por isso é recomendado que o viajante fique na posição mais vertical possível.

Mas e o fechamento da mesinha? Vamos combinar que essas regras não foram criadas para quem tem (muito!) trabalho a fazer e aproveita o tempo de voo para isso, não é mesmo? A mesinha é essencial para apoiarmos o laptop, tablet, caderno e afins. Sem falar nas mamães e papais que a usam como suporte para todas as parafernálias que uma criança precisa ter por perto.

Certo, querido, mas você já parou para pensar que a mesinha pode se tornar uma arma em caso de pouso de emergência em pista com obstáculos? Pois é justamente por isso que temos que fechá-la. Numa eventual desaceleração brusca, somos projetados para frente, mesmo com o cinto, podendo machucar nosso corpo. Além disso, no caso de uma evacuação forçada, a mesinha pode atrapalhar os passageiros a saírem do avião com rapidez e segurança.

Em meio a essas regras chatinhas, convenhamos, mas extremamente necessárias, ainda temos a máscara de oxigênio, que “cairá sobre nossas cabeças em caso de despressurização da cabine”. A pergunta que provavelmente muita gente faz a si mesmo sempre que recebe as orientações na decolagem: por que temos que colocá-la em nós antes de auxiliarmos crianças ou pessoas com dificuldades? Você que é pai, mãe, avó, avô, madrinha, padrinho, tia ou tio conseguiria não priorizar seu ente querido? É meio instintivo proteger a “cria”. Pois bem, emocional à parte, a instrução faz todo sentido. Precisamos garantir a nossa respiração e integridade física, para termos condições de ajudar os pequenos ou alguém com dificuldades. Afinal, se não estivermos bem, como cuidaremos do outro, não é mesmo?

ELETRÔNICOS

30102014.SelfieOutra coisa que incomoda bastante o passageiro é ter que desligar o celular ou qualquer outro aparelho eletrônico em determinados momentos do voo. Mas você sabia que desde outubro isso mudou? A Anac liberou o uso de eletrônicos portáteis durante todas as etapas da viagem de avião, inclusive no pouso e decolagem. A única exigência é que o viajante respeite regras de segurança, como acionar o modo avião e manter o bluetooth e o wi-fi desligados. Os aparelhos podem ser utilizados em aviões que passaram por testes ou avaliações específicos sobre a imunidade à interferência dos dispositivos portáteis. No entanto, cabe às companhias aéreas solicitar permissão à Anac para liberar o uso dos equipamentos. As empresas devem apresentar documentação com avaliação de risco.

OBSERVAÇÃO: As normas comentadas neste post também podem ser conhecidas nos cartões de instrução que ficam guardados nos bolsões das poltronas das aeronaves.