E tudo começou com uma enfermeira…

As aeromoças chegaram aos aviões, lá em 1930, para cuidar dos passageiros que passassem mal. O serviço começou na Boeing e logo ganhou o mundo. Hoje, eles fazem isso e muito mais

Freddy Charlson

17.12.2015 - FOTOS - BLOG - A HISTÓRIA DA PROFISSÃO DE AEROMOÇA - ELLEN CHURCH 1

Ellen Church, a primeira aeromoça: pioneira aos 25 anos

Houve um tempo, acreditem, que não havia comissários a bordo dos aviões. Não. No máximo, havia alguns ajudantes para ajudar na guarda e transporte de bagagem. E nem havia aeromoças. Sim, houve um tempo em que você não era atendido por alguém quando apertasse a lâmpada acima da poltrona. Que chato, né? Mas tudo começou a mudar em 15 de maio de 1930, quando a enfermeira norte-americana Ellen Church – à época, com 25 anos – sugeriu a William Boeing (o Bill Boeing) que sua empresa, a Boeing Air Transport, colocasse enfermeiras nos aviões para cuidar da segurança e saúde dos passageiros nos voos.

Dito e feito. Bill gostou da ideia, contratou oito enfermeiras por um período de experiência de três meses e Ellen, que era louca por aviões, tornou-se a primeira aeromoça da história. Mais. Ela tornou-se a chefe da equipe. Mais. Ela criou a profissão, afinal, após o período de experiência, as aeromoças tornaram-se parte integrante da companhia aérea e fabricante de aviões.

Uma profissão, aliás, que era cheia de regras em seus primórdios – não que hoje ainda não seja –, como exigir das aeromoças que fossem solteiras, não tivessem filhos e que obedecessem a um padrão de beleza com ótimas medidas de altura e peso. Ah, tudo isso em troca de baixos salários e subserviência total aos pilotos da aeronaves.

17.12.2015 - FOTOS - BLOG - A HISTÓRIA DA PROFISSÃO DE AEROMOÇA - FOTOS ANTIGAS 1

As condições não eram favoráveis no começo, mas elas insistiram

Ok, Ellen e sua turma encararam o desafio. Afinal, ficou bom para ambas as partes. As mulheres conseguiram emprego e realizaram o sonho de voar. Os passageiros, por sua vez, ficaram mais tranquilos e com uma sensação de segurança. E o negócio ficou melhor. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as enfermeiras foram convocadas para o front e as companhias aéreas passaram a contratar aeromoças com curso superior, tirando um pouco do caráter sensual da profissão. A coisa ficou séria. Até surgiram os “comissários de bordo”.

E o resto virou história

Na época dourada da aviação, as aeromoças e comissários viraram as grandes estrelas dos voo, graças, também, ao serviço de bordo, cada vez mais sofisticado. Em grandes aviões havia até 15 profissionais atendendo os passageiros e não só cuidando daqueles que “passavam mal”. Para isso, tinham toda a finesse exigida pelas companhias – algo imprescindível ainda nos dias de hoje – e se vestiam adequadamente. Ora, as aeromoças eram o retrato da companhia e seus uniformes eram tipo a última tendência de moda. O próprio estilista Clodovil (1937-2009) fazia a roupa da turma da finada Varig, por exemplo.

28.12.2015 - FOTO - COMISSÁRIAS DE BORDO 1

Hoje, o glamour continua, mas o trabalho é o mesmo: atender bem

Assim, virou um grande sonho das moças aquele de virar aeromoça. Não era fácil. Não é fácil. Cursos extras, treinamentos nas próprias companhias e um processo de seleção bastante rigoroso. Tudo para, no início, ganhar pouco e ter direito a parcos benefícios. Claro que isso mudou com o tempo. O salário mensal, hoje, é, em média, de R$ 3 mil. E ao mesmo tempo em que foram exigidas mais horas com aulas teóricas e práticas… Mas isso é outra história… Uma história que não existiria sem a parceira de Ellen Church e William Boeing, o bom e velho Bill.

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Pequeno príncipe, grande aviador

Eterno líder nas listas dos livros mais vendidos, com a obra O Pequeno Príncipe, o aviador francês Antoine de Saint-Exupéry tem muito mais histórias para contar. Foi repórter, lutou na Segunda Guerra Mundial e até deu suas voltas no Brasil, olhem só! 

Freddy Charlson

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“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” A frase, bem fofinha, é a mais conhecida do clássico livro O Pequeno Príncipe, eternamente na lista dos mais vendidos, em vários países do mundo – inclusive no Brasil, nesta semana –, desde o seu lançamento, no longínquo 1943. Tá, aí você se pergunta: “E qual a relação disso com o Blog Check In, voltado para notícias relacionadas à aviação?”.

Bem, o autor da obra, o francês Antoine de Saint-Exupéry era um exímio aviador. Pronto. Nascido em Lyon, em 1900, ele estudou em colégios religiosos jesuítas e maristas e logo enveredou pelo caminho da aviação. Passou nos testes quando tinha meros 21 anos, no Regimento de Aviação de Estrasburgo, onde chegou a subtenente da reserva. Também foi repórter, em Paris, capital da França. Em 1926, passou a piloto de linha, na empresa Aéropostale. E ganhou os ares de vez. Até passou pelo Brasil, entre 1928 e 1930, em alguns pousos em Florianópolis (SC), pilotando aviões do correio francês.

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Ao mesmo tempo, Toninho – sim, já estamos íntimos aqui, no terceiro parágrafo – escrevia. Muito. Ele escreveu, por exemplo, para revistas e jornais franceses. Eram artigos, pensamentos… e livros. A maioria dos escritos, ligados à guerra, à aviação. Foram obras como O Aviador (1926), Voo Noturno (1931) e Terra dos Homens (1939), por exemplo. Mas eis que, em 1943, o escritor, ilustrador e aviador deu ao mundo a obra O Pequeno Príncipe, que logo se tornou um clássico da literatura.

Ora, afinal, quem nunca ouviu frases como “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” ou “Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo”? Certeza que quase ninguém…

Guerra e paz

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Sua principal obra foi escrita durante a Segunda Guerra Mundial, quando Saint-Exupéry servia na Força Aérea dos Estados Unidos. À época, ele fazia voos de reconhecimento para os aliados. Pois bem, o tempo passou e a história tornou-se uma das mais vendidas na história da literatura. Já são mais de 150 milhões de exemplares no mundo todo, com tradução para mais de 200 línguas e dialetos. Há tempos, o livro figura no topo da lista dos mais vendidos no Brasil, por exemplo, na categoria “ficção”.

Por falar nisso, a história é simples, mas cheia de simbolismo, e tem uma mensagem otimista de amor ao próximo e ao planeta. Ela gira em torno do diálogo entre um aviador e um rapaz de cabelos de ouro e cachecol vermelho, o Pequeno Príncipe. Eles se encontram no deserto do Saara após a queda do avião do narrador. Enquanto ele tenta consertar a aeronave, ouve as histórias do menino oriundo do asteroide B 612 e que, cheio de imaginação, logo lhe pede para desenhar um carneiro. As histórias, cheias de simplicidade e bons sentimentos, provocam no piloto a necessidade de dar valor às pequenas coisas da vida. Oh, que fofo.

A trajetória do Pequeno Príncipe está aí, bem-sucedida há 72 anos. Mas a trajetória de seu criador, Antoine de Saint-Exupéry, foi abruptamente interrompida em um acidente de avião – de que outro modo ele poderia morrer? – em uma missão de reconhecimento, no dia 31 de julho de 1944. Ele partiu de uma base na Córsega e deveria recolher informações sobre os movimentos de tropas alemãs no Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França.

O avião, um P-38 Lightning, porém, caiu e seu corpo nunca foi encontrado. Foi o fim de sua missão secreta para os Aliados, na Segunda Guerra. Sessenta anos depois, os destroços da aeronave foram achados a alguns quilômetros da costa de Marselha, na França. Fim da história do artista, mas não da obra. No Brasil, o livro já vendeu cerca de 5 milhões de unidades desde sua primeira edição aqui, em 1952, pelo selo Agir. Por enquanto…

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Obras escritas por Antoine de Saint-Exupéry
– L’Aviateur (O aviador) – 1926
– Courrier sud (Correio do Sul) – 1929
– Vol de nuit (Voo Noturno) – 1931
– Terre des hommes (Terra dos Homens) – 1939
– Pilote de guerre (Piloto de Guerra) – 1942
– Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe) – 1943
– Lettre à un otage (Carta a um refém) – 1943/1944
– Citadelle (Cidadela) – póstuma, 1948

 

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10 frases de O Pequeno Príncipe
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.”
“Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.”
“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”
“O verdadeiro homem mede a sua força quando se defronta com o obstáculo.”
‘Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam.”
“Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo.”
“É o mesmo sol que derrete a cera e seca a argila.”
“É o espírito que conduz o mundo e não a inteligência.”
“Apenas se vê bem com o coração, pois nas horas graves os olhos ficam cegos.”

Histórias de Bill… e da Boeing

Criador da companhia aérea Boeing há quase um século, William Edward Boeing daria pulos de felicidade ao ver que a empresa continua um sucesso. A companhia acaba de lançar uma nova linha de aviões.

Freddy Charlson

Duas recentes notícias causaram rebuliço na comunidade internacional que acompanha a trajetória da Boeing, empresa norte-americana fabricante de jatos. Direto ao ponto: identificaram, no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, o dono dos três Boeings abandonados há tempos numa pista do local; enquanto isso, a fabricante norte-americana concluiu a montagem do 737 MAX 8, o primeiro da nova geração do principal jato de passageiros da companhia. Ou seja, uma notícia maluca. A outra, bacana.

De qualquer forma, notícias. Prova de que a companhia fundada em abril de 1917, pelo visionário norte-americano William Edward Boeing, o bom e velho Bill Boeing, ainda tem muito pano pra manga. Amante da aviação, William dava nó em pingo d’água (existe uma expressão yankee para isso?). Nascido em 1881, ele sempre foi fã de aviação. E tudo começou em 1909, quando o empresário, viu em Seattle, um avião voando. Apaixonou. Sete anos depois ele entrou no negócio da aviação ao fundar a Pacific Aero Products com um sócio. Compraram um hidroavião Martim e, depois, projetaram seu primeiro avião: o B&W, que ganhou os ares em 29 de junho de 1916. O primeiro voo de um Boeing.

Quase um século depois, a Boeing está bombando. A nova versão 737 MAX 8 tem como destaque o consumo de combustível 20% inferior ao dos modelos da geração passada, com menor custo. Além disso, o 737 MAX 8 é o primeiro membro da nova família de aeronaves de corredor único da Boeing, com o 737 MAX 7, MAX 8, MAX 200 e, ainda, o MAX 9, que será produzido. Já há quase 3 mil encomendas de 60 clientes. A primeira entrega será no terceiro trimestre de 2017, para a companhia norte-americana Southwest Airlines.14.12.2015 ÔÇô FOTO ÔÇô BLOG ÔÇô NOT+ìCIAS DA BOEING - BOEING 737 8 MAX 1.jpg

Cadê o dono dos aviões?

Nem tudo são flores, também, no mundo da Boeing. Acredite, nem tudo. Afinal, após grande polêmica, apareceu o proprietário de três Boeing 747 que estavam abandonados na pista do aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia. E só apareceu depois de a administração do aeroporto colocar um anúncio na imprensa, do tipo “Ei, esse aviões são teus?”.

boeingsabandonadosDeu certo. Um certo Blue Peterson, dono da companhia malaia Swift Air Cargo, apareceu e disse que sua empresa comprou os aviões em junho de outra companhia. E falou, ainda, que ficou estupefato, ao ver que procuravam o proprietário dos aviões. Agora, ele tem que pagar as taxas pendentes até 21 de dezembro. Caso contrário, tchau, Boeings. Foi o que prometeu Zainol Mohd Isa, o bad boy gerente-geral da Malaysia Airports. Não precisou.

Algo impensável para o sério William, que lançou o Boeing 707 em 1958, o primeiro avião a jato de passageiros de sucesso. O Boeing 737, aliás, cuja produção começou em 1964, é o avião comercial mais vendido e bem-sucedido da história, com mais de cinco unidades produzidas.

Histórias que envolvem Bill Boeing, esse empresário, piloto comercial e pioneiro da indústria, falecido em 1956, de ataque cardíaco (e não de desastre aéreo, graças a Deus!)

 

Grandes aviões, Grandes guerras

Já imaginou desenhar um avião de guerra, obedecendo fielmente aos detalhes de proporção, camuflagem, insígnias e armamento? E se o trabalho incluir, ainda, a busca por informações históricas, como o país fabricante e em qual guerra mundial ele foi utilizado? Uma empreitada para quem é mesmo apaixonado por aviação, não é mesmo? Agora imagine fazer isso com 340 aviões e transformar toda essa dedicação em um livro? Esse é o trabalho do Tomas Prieto no livro Aviões das Grandes Guerras- álbum ilustrado com mais de 340 aviões de combate da Primeira e da Segunda Guerra Mundial.

Ilustrador e diretor de arte que trabalhou por mais de 30 anos em agências de publicidade, Tomas nasceu em São Paulo, mas passou boa parte de sua infância e adolescência nas Ilhas Canárias (Espanha), onde viajar de avião se tornou uma atividade frequente. “São sete ilhas e para não enfrentar uma viagem de navio demorada e incômoda pois o mar é muito agitado, nada como ir de avião, tendo em vista que todas as ilhas possuem aeroporto desde os anos 40”, relembra.

E a primeira viagem, claro, é uma memória especial: “meu pai me levou para conhecer Las Palmas de Gran Canária. Partimos do aeroporto de Los Rodeos, em Tenerife, em um bimotor Douglas DC-3 da antiga companhia aérea Spantax para uma viagem de 35 minutos”, conta, empolgado. A partir daí, Tomas passou a voar duas vezes por ano para conhecer as outras ilhas que compõem o arquipélago e também rumo ao continente europeu.

Anos depois, já de volta ao Brasil, Tomas quis ser piloto, mas, como tantos outros aspirantes ao cargo, foi impedido pela elevada miopia. “Enveredei pelo desenho e pintura, onde me encontrei profissionalmente, mas nunca abandonei o gosto pela aviação, lendo livros e revistas sobre o tema, acompanhando inovações e desenhando”.

Confira agora os principais trechos da entrevista exclusiva do Check-in – o Blog da Aviação com esse grande artista.

Érica Abe

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Como você selecionou os 340 aviões que compõem o livro?
Meu critério foi pesquisar quantos dos países que participaram dos dois conflitos também foram construtores de aviões, o que possibilitou a construção de uma sequência histórica.

Depois da Primeira Guerra, com as divisões dos impérios do centro da Europa, foram criados diversos países e, em meados dos anos 20, muitos desses “novos” países passaram a ter indústrias locais, capazes de desenvolver e produzir caças e bombardeiros, como é o caso da Polônia e Tchecoslováquia, que produziam aviões tão bons quanto os britânicos, americanos, franceses, italianos e alemães.

Durante a pesquisa, surgiram outros países que durante a Segunda Guerra Mundial projetaram e produziram caças pouco conhecidos, como é o caso da Austrália com o CAC Boomerang; da Bélgica com o Renard R-31; da Romênia com os IAR 37 e IAR 80; da Finlândia com o VL Myrsky; da Hungria com o Weiss WM-21 Sólyom; e da Iugoslávia com seus Ikarus Ik-2 e Ik-3.

Procurei selecionar os caças interceptadores e de ataque ao solo, depois os bombardeiros leves, pesados e os de mergulho. E descartei aviões de treinamento e transporte, pois o número de 340 poderia dobrar e eu ainda estaria desenhando até hoje…

Com certeza a pesquisa para apurar cada modelo de aeronave demandou muito tempo. Quais foram as suas principais fontes?

Pesquisei em livros, nos sites do Imperial War Museum e American Air Museum  e em outras páginas especializadas para ter boas referências fotográficas.

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Uma análise mais aprofundada do livro permite perceber diversas mudanças entre os modelos ao longo do tempo. Naturalmente, a tecnologia teve grande influência nesse processo. Quais foram outros fatores que, na sua opinião, interferiram nessas alterações?
O avanço das novas tecnologias, o emprego de novos materiais, e as novas táticas de combate tiveram grande influência na construção de aviões de combate. Durante a Primeira Guerra, os aviões eram feitos de madeira, tela pintada e algumas chapas metálicas perto do motor. Com a invenção do sincronismo das metralhadoras disparando para frente através do giro das pás da hélice, a introdução do duralumínio na construção da estrutura e o desenvolvimento de motores mais potentes no final da Primeira Guerras o conceito da construção aeronáutica mudou radicalmente.

É possível definir uma característica principal as aeronaves de para cada país?
Durante a Primeira Guerra havia uma similaridade de projetos estruturais entre monoplanos, biplanos e triplanos usando motores radias em linha ou rotativos. Entre modelos da Segunda Guerra também havia uma similaridade ou quase cópia entre os diversos modelos, conforme a missão na qual fossem empregados. Por exemplo: a Força Aérea Italiana tinham uma tendência para usar motores a pistão em seus caças, assim como os caças britânicos. E os alemães também usavam o motor a pistão, como no caso do seu caça mais fabricado, o Messerschmitt ME 109 com mais de 33 mil unidades produzidas.

Já os caças japoneses, em sua grande maioria, usavam motores radiais, o que também era uma tendência entre os americanos. Mas, em princípio, o design das asas e potência de motores deram uma vantagem em performance aos caças Mitsubichi A6M Zeros japoneses contra americanos, que eram mais lentos e menos manobráveis. No entanto, depois de 1943, esse quadro começou a mudar com a introdução de caças como o F4F Wildcat, Grumman F6F Hellcat e F4 Corsair. A diferença estava nos motores mais potentes com compressores melhores que lhes permitia voar mais rápido e mais alto. A falta de compressores eficientes nos caças japoneses limitava a defesa do seu território contra os bombardeiros B-29, capazes de voar a grandes altitudes o que acarretou na destruição do parque industrial japonês.

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