Tony Jannus, o pioneiro da aviação comercial

Norte-americano foi o primeiro piloto a fazer esse tipo de voo, em 1º de janeiro de 1914, entre as cidades de Tampa e São Petersburgo, na Flórida, Estados Unidos. Conheça um pouco mais dessa história.

31.03.2015 - FOTO - MATÉRIA BLOG CHECKIN - TONY JANNUS

O piloto Tony Jannus (à direita) inaugurando o primeiro voo comercial

Freddy Charlson

E, de repente, num certo 1º de janeiro de 1914, o piloto Tony Jannus entrou para a história. Bem, pelo menos para a história da aviação, ele entrou. Nesse dia, o piloto de testes da companhia aérea St. Petersburg-Tampa Airboat Line, de propriedade de Percival Fansler, foi convocado para levar o prefeito de São Petersburgo, Abram Phell, até a cidade de Tampa, ambas localizadas na Flórida, o mais caliente estado dos Estados Unidos. Um caminho que só era percorrido por trem, navio a vapor ou pela estrada. Sim, naquele momento, Tony Jannus fez o primeiro voo comercial da história.

Um voo que custou 400 dólares pagos pelo prefeito após vencer um leilão para subir a bordo do hidroavião Benoist XIV, de apenas dois lugares – o que garantiu o sonho de qualquer companhia aérea moderna: 100% de ocupação, evidentemente. O primeiro voo comercial da história demorou 23 minutos para percorrer 26 quilômetros. E transformou o jovem Tony Jannus – batizado como Antony Habersack Jannus e, na época, com meros 25 anos – no primeiro piloto comercial de que se tem ou se teve notícia.

Filho de um advogado e neto de um ex-prefeito de Washington, Tony Jannus era dado a essas coisas de ser pioneiro no ainda incipiente ambiente da aviação – hoje, imaginem só, existem cerca de 250 companhias aéreas registradas na Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) e cerca de 3 bilhões de passageiros são transportados a cada ano, na aviação comercial. Ele foi, por exemplo, o piloto do primeiro salto de paraquedas a partir de um avião. Aconteceu em 1° de março de 1912, quando um capitão do Exército dos Estados Unidos, Albert Berry, pulou do avião pilotado por Tony Jannus.

À época, nosso heroi tinha apenas dois parcos anos de experiência na pilotagem de aeronaves – se bem que, para a época, era muito, convenhamos, afinal, quase ninguém sabia o que era um avião – desde quando, em 1910, ao assistir um show aéreo em Baltimore (EUA), gostou da coisa e iniciou um curso de pilotagem no College Park Airport, em Maryland (EUA). Empolgado, até o irmão de Tony entrou nessa história e fez o curso de pilotagem. Pronto, aprovado no curso, Tony virou piloto de teste do construtor de aeronaves Thomas W. Benoist, já no final de 1911.

31.03.2015 - FOTO - MATÉRIA BLOG CHECKIN - TONY JANNUS - PREFEITO - DONO DA CIAA vida do piloto foi intensa. Em 1913, ele participou de eventos aéreos como uma exposição, uma corrida e uma busca de resgate ao colega Albert Jewell, desaparecido com seu avião em Long Island, quando sofreu um acidente. Calma, amigos, ele ficou bem. Ou seja, Tony jogava nas 11 posições. Hoje, muita gente faz isso, mas a oferta de mão de obra é maior, bem maior: o setor movimenta cerca de 60 milhões de empregos em todo o mundo. Ou seja, não há mesmo comparação com a época dos Irmãos Wright, Santos Dumont ou Tony Jannus.

ACIDENTE FATAL

O pior ocorreria em 1916, quando Tony, já piloto de testes para aeronaves de guerra da Curtiss Aeroplane Company, foi enviado a Moscou (então capital da finada União Soviética) como instrutor para pilotos da aviação russa. Em outubro daquele ano, Tony Jannus, o primeiro piloto da aviação comercial, caiu em pleno Mar Negro. Seu corpo nunca foi encontrado. Ele pilotava um Curtiss H-7 e estava acompanhado de dois cadetes.

31.03.2015 - FOTO - MATÉRIA BLOG CHECKIN - HIDROAVIÃO Benoist 1914

Em 1963, 47 anos depois de sua morte, foi criado o Prêmio Tony Jannus, uma maneira de perpetuar o primeiro comandante da história da aviação comercial. O prêmio reconhece conquistas individuais de destaque na aviação por inventores, fabricantes, executivos de companhias aéreas e governantes. O prêmio é conferido anualmente pela Tony Jannus Distinguished Aviation Society e foi concedido a primeira vez em 1964 em Tampa (Flórida). A sociedade ainda ajuda universitários em estudos sobre aviação e organiza concurso anual de redação para alunos do ensino médio com o objetivo de incentivar carreiras no setor.

Dentre os premiados estão Cyrus Rowlett Smith (fundador da American Airlines), William A. Patterson (presidente da United Airlines em 1934-1966) e até um brasileiro, o engenheiro mecânico carioca Frederico Fleury Curado, diretor-presidente da Embraer desde abril de 2007. Os homenageados são consagrados no St. Petersburg Museum of History’s First Airline Pavilion, que fica a 91 metros do local de decolagem do voo inaugural de 1º de janeiro de 1914, com direito a réplica do Benoist XIV pilotado por Tony Jannus naquele dia. Uma bela homenagem ao piloto, um pioneiro da aviação comercial. E que nem poderia imaginar, claro, que, atualmente, cerca de 8 milhões de passageiros voam a cada dia…

LICENÇA:

Para obter licença de Piloto Comercial, é necessário satisfazer aos seguintes requisitos:

  • ser maior de 18 anos;
  • ter concluído o Ensino Médio;
  • ter realizado curso homologado pela Anac específico para piloto comercial;
  • obter aprovação nas provas de conhecimento teórico;
  • obter aprovação nos exames médicos;
  • possuir 200 horas de voo,

A segunda vida do avião

Carcaças de aeronaves são adquiridas em leilões e transformadas em museus, bares, restaurantes e no que mais a criatividade dos empresários fãs de aviação permitir, inclusive em uma moradia

Freddy Charlson

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Empresa faliu, avião ficou velho, os voos não constam mais na planilha, acabou a vida útil dessas máquinas? Finish, the end, zé fini? Não mesmo! Há, acreditem, ainda muitas funções para as carcaças de boeings, jatos, teco-tecos e afins de empresas que não mais existem – alguém aí pensou em Varig, Vasp, Transbrasil, por exemplo? – adquiridos em leilões que ajudam as companhias a pagar suas dívidas trabalhistas ou referentes a impostos atrasados. Ora, que tal transformar um antigo avião num salão de festas, museu, restaurante ou boate?

As opções são tantas e espalham-se pelo País como uma agradável erva daninha. De norte a sul, tem gente que anda investindo dinheiro na aquisição de carcaças de avião, tirando-as do pátio dos aeroportos e salvando-as do mato, da poeira e da ferrugem. Caso dos últimos 28 aviões da Viação Aérea São Paulo (Vasp). Duas dessas aeronaves vão virar playground em Itapejara D’Oeste, no Paraná, e Contagem, em Minas Gerais, por exemplo.

Empresários de Brasília, Belo Horizonte (MG) e São Luís (MA) querem montar restaurantes com as carcaças. Em Araraquara (SP), um empresário reforma uma dessas carcaças pra transformá-la em um espaço de eventos. E nas cidades de Petrolina (PE), Nanuque (MG) e Urutaí (GO), os empreendedores querem expor os aviões ao lado de bares e restaurantes para atrair a clientela. Vai que cola.

Em comum, o desejo de perpetuar histórias do período clássico da aviação brasileira e, quem sabe, transformar as sobras de aviões em um lucrativo negócio ou até em um lugar para morar. Não existe mais bobo no mundo da aviação/entretenimento. Não existe mesmo. Conheça, abaixo, alguns destinos inusitados dessas máquinas que tantas vezes cruzaram os ares e que fazem parte da vida de milhares, de milhões de pessoas.

DE CARCAÇA A RESTAURANTE

carcaca1Em Taguatinga, cidade do Distrito Federal distante 20 quilômetros do centro de Brasília, por exemplo, os donos de uma carcaça de avião planejam transformá-la em um restaurante. A carcaça está estacionada numa chácara, na avenida Elmo Serejo, que liga os bairros de Taguatinga Norte ao Centro. A expectativa é colocar o “negócio” – um Boeing 767-200, que pertencia à Transbrasil, empresa que faliu em 2002 – em funcionamento até o final deste mês. O avião, quase todo montado, chama a atenção das pessoas, que param para tirar foto e ficam curiosas a respeito da sucata do Boeing da antiga Transbrasil. A ideia dos novos donos do avião é transformá-lo numa lanchonete de fast food, com direito a sala de videogame para as crianças na antiga cabine de comando, além, também, de um simulador de piloto conduzindo a aeronave. E, olha que legal, as asas do avião devem virar um terraço para refeições a céu aberto. Dentro, as poltronas serão realocadas e devem virar uma mesa com quatro lugares.

BOATE POTIGUAR DENTRO DA AERONAVE

carcaca2E Mossoró, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, vai ganhar uma nova boate. Até aí, tudo bem, o povo nordestino também gosta de baladas. O diferencial nessa história é que o tuntistum vai rolar dentro de um antigo avião da Vasp. Tudo por conta do rescaldo propiciado por leilões da massa falida da companhia que veio a óbito em 2005. Ora, se as aeronaves podem virar playground, centro de treinamento, restaurante e afins, porque não uma boate? Afinal, o avião já vem cheio de luzinhas. Dá-lhe Mossoró!

RESTAURANTE EM POÇOS DE CALDAS (MG)

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Em Poços de Caldas, na região sul de Minas Gerais, um empresário projeta um grande restaurante dentro de um avião com 57m de comprimento. Thiago Oliveira, 26 anos, quer atrair turistas de todo o País. Sobrinho de pilotos, ele comprou o DC8 num leilão de aviões impedidos de voar da empresa cargueira Skymaster. Ele já investiu R$ 1,5 milhão no projeto com capacidade para 300 pessoas e que vai servir comida mineira, japonesa e árabe, à la carte. O avião-restaurante ficará às margens da rodovia do Contorno, a sete quilômetros do centro da cidade. Pra brincadeira ficar ainda mais bacana, a ideia é colocar um simulador de voo de Airbus. O plano é reformar a cabine e botar o painel pra funcionar. E, então, portas em automático. Só pela ideia, acho válido o cliente pagar os 10% de consumação…

PARA PRESERVAR A HISTÓRIA

carcaca4Um bar ou um restaurante. É só nisso em que pensa o empresário e farmacêutico Rogério Tokarski quando olha para a carcaça do Boeing 737-200, comprada em um leilão judicial, direto da massa falida da Vasp. O empresário tem vários projetos em mente quando olha pra carcaça. Todos levando em conta o desejo de preservar a história da companhia e da aviação brasileira e, claro, gerando renda com a “sucata”. Restos de um 737-200 que integrava a massa falida da companhia, ao lado de outros 17 antigos aviões, sem as turbinas e espalhados por oito aeroportos, leiloados em 2013 para quitar as dívidas da empresa.

CARCAÇAS NO AEROPORTO

carcaca5Duas carcaças ainda vivem, largadinhas, no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, à espera para o fim desse abandono. Tratam-se de duas aeronaves, modelos Boeing 727 e 737, da extinta Varig. O suplício do que foram grandes máquinas de voar deve acabar em breve. Um dos aviões foi adquirido em leilão pela Escola de Aviação Flight e deve ser removido ainda este ano para um pátio próximo à escola, e servirá para treinamento dos alunos, em cursos de instrução de voo, mecânica e comissário de bordo. A aeronave deve até ganhar um simulador de voo na cabine. O outro avião foi comprado por uma empresa que quer transformá-lo num espaço cultural. O leilão ocorreu em junho de 2012. Desde 2011, já foram negociados mais de 50 aviões de grande porte estacionados em grandes aeroportos do País.

FESTANÇAS NUM BOEING

carcaca6Amante da aviação, o piloto Edinei Capistrano, 57 anos, levou para Araraquara (SP), um Boeing 737, comprado num leilão de massa falida da Vasp. O monstrengo de 25 toneladas e 28 metros de comprimento vai virar um espaço de eventos. Edinei pagou R$ 133 mil pela aeronave que teve que ser desmontada por 20 pessoas e ser levada em duas carretas do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, até o interior. Tudo para transformar o bom e velho Boeing 737, um dos últimos exemplares de uma era da aviação brasileira, num espaço de eventos em Araraquara, com o objetivo, também, de preservar a história. Ah, se quiserem fazer festas de aniversário no lugar, as pessoas poderão até cantar parabéns dentro do avião. A aeronave fez história na aviação brasileira, entre as décadas de 1960 e 2000, servindo, além da Vasp, companhias aéreas como Varig e Cruzeiro.

MORANDO NO MEIO DA FLORESTA

carcaca7Você achou essas “segundas vidas” dos aviões um tanto estranhas? Pois é, em Oregon, um estado da terra de Barack Obama, um engenheiro adquiriu a carcaça de um Boeing 727-200 e está vivendo dentro do avião. Depois de pagar US$ 100 mil (R$ 330 mil), Bruce Campbell, 62 anos, reformou a aeronave e a transformou em sua casa. Ele retirou as fileiras de cadeiras da cabine principal e transformou o espaço em quarto, sala e escritório. O banheiro da aeronave ganhou um chuveiro e a casa-avião ganhou um sistema de encanamento e de eletricidade. O mais bacana, porém, é o chão translúcido, que deixa o visitante ver o tanto de fios e maquinário que são necessários para manter essa geringonça no ar. E aí? Curtiu a ideia?

Para cada rumo, uma aeronave

Você sabia que as companhias aéreas escolhem cada aeronave com base na distância da rota? Algumas podem viajar por 13 mil quilômetros. Outras são desenvolvidas para viagens de 3,7 mil quilômetros. Conheça os aviões utilizados pelas quatro principais companhias da aviação comercial brasileira

DECOLAGEMMariana Monteiro

Desde o século 18, período em que foram registrados os primeiros voos com veículos aeronáuticos, sabemos que não param de surgir diferentes tipos de aeronaves. São novos tamanhos, novas tecnologias, novos atrativos de interatividade, maior conforto e comodidade. Mas você, que anda para lá e para cá saindo e chegando nos aeroportos brasileiros, já reparou que nem sempre embarcamos no mesmo tipo de avião? É que, desde que seja certificada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e obedeça as regulamentações, a aeronave a ser utilizada para uma determinada rota é escolhida pela própria empresa aérea.

A soma das frotas das quatro maiores companhias aéreas do Brasil é composta atualmente por 485 aeronaves que variam de peso, dimensão, alcance, velocidade e número e configuração de assentos. Os fabricantes mais procurados pelas empresas são quatro: Airbus, Boeing, Embraer e ATR, e cada modelo é normalmente usado de acordo com o tempo e distância da viagem.

Basicamente, as aeronaves utilizadas na aviação regular no Brasil são de dois tipos: narrow body (fuselagem estreita) e wide body (fuselagem larga). O primeiro é aquela aeronave com menos assentos (geralmente possui entre 100 e 200 lugares) e um corredor apenas, podendo conter fileiras com duas ou três poltronas. Já o wide body possui dois corredores na configuração 2+3+2 bancos e são usados para voos mais longos – especialmente intercontinentais. O primeiro avião desse tamanho foi o Boeing 747, que, no Brasil, decolou pela primeira vez na década de 80.

A empresa AZUL, por exemplo, utiliza as cinco unidades de Airbus A330 que possui para rotas de longa distância e voos internacionais. Para rotas regionais, a companhia usa seus 55 ATRs, que têm alcance de 1.555 km a 1650 km, comprimento entre 22,67 m e 27,17 m. Para viagens de longa distância dentro do território brasileiro, a Azul disponibiliza 86 jatos fabricados pela brasileira Embraer, que possuem tamanhos que variam entre 31,68m e 38,65m de comprimento.

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Embraer 195, da Azul

A TAM possui uma frota de 160 aeronaves entre Airbus e Boeings. Aquelas consideradas narrow body, como o A319, A320 e A321, normalmente operam rotas domésticas, sendo que o A320 e o A321 também podem voar eventualmente entre o Brasil e países da América do Sul. Para conectar nosso país com a América do Norte e a Europa, a companhia aérea recorre à tecnologia e grandeza dos aviões wide body, como o Airbus A330 e os Boeings 767 e 777.

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Airbus A319, da TAM

Já a GOL,  resolveu ir mais longe com a inovação da frota de 139 aeronaves e adquiriu 97 aviões junto à fabricante Boeing, que são equipados com o pacote Short Field Performance, criado para melhorar o desempenho da aeronave, permitindo que ela decole e aterrisse em pistas curtas. A tecnologia permite o aumento de 20% na oferta de assentos. Para rotas domésticas e de média duração, a Gol usa o Boeing 737-700. Em viagens internacionais, os pilotos guiam Boeings 737-800NG, que possui maior espaço para bagagens de mão e tomadas abaixo de todos os assentos, para carregar equipamentos eletrônicos portáteis. Nesse modelo, a distância entre as poltronas é de 86,3 cm e o encosto pode reclinar até 50% mais do que a antiga configuração.

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Boeing 737-800, da GOL

A Avianca, por sua vez, tem uma frota com 41 aeronaves dos modelos Airbus A320, A319 e A318, além de Fokker MK-28, que estão sendo substituídas por aviões da Airbus. As aeronaves A319 e A320 oferecem ao passageiro telas individuais de 9 polegadas de LCD e touchscreen que exibe vídeos e permite interatividade. Além disso, há entradas USB e tomadas individuais disponíveis para os viajantes. No entanto, a empresa informou que não há especificação de aeronave para cada rota.

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Airbus A320, da Avianca

Confira na tabela abaixo todos os tipos e características das aeronaves utilizadas no Brasil (clique na imagem para ampliar):

TABELAaviacaoFONTE: Fabricantes e companhias aéreas

Estrelas no céu

Celebridades do cinema e da música cruzam os ares pilotando os próprios aviões, prova de, às vezes, a realidade imita a ficção. Conheça algumas personalidades que se aventuram pelos céus em suas próprias máquinas.

Freddy Charlson

150306_raw_ford_hansolo_2.ashxHá muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, o aventureiro Han Solo singrava o universo, comandando a incrível nave Millenium Falcon, protegendo o guerreiro Luke Skywalker e tentando conquistar o coração da princesa Leia Organa, aquela do penteado esquisito, contra o perverso Império Galáctico. O Han Solo de que se fala era o personagem vivido por Harrison Ford, no cinema, na saga preferida dos nerds, Star Wars (Guerra nas Estrelas).

Nosso herói nunca caiu com a Millenium em SOLO – perdão pelo trocadilho infame –, ao contrário do que ocorreu há alguns dias, quando o ator, que também protagonizou a saga Indiana Jones, sofreu acidente com um monomotor, construído em 1942, na época da Segunda Guerra Mundial (lembrando que ele já lutou contra nazistas em Os Caçadores da Arca Perdida). A queda ocorreu sobre um campo de golfe perto do Aeroporto de Santa Mônica, na Califórnia (Estados Unidos) e lhe custou duas cirurgias: tornozelo e bacia.

Sim, Han-Solo-Indiana-Jones-Harrison-Ford, 72 anos, quase passou dessa para uma melhor. Foi o terceiro acidente aéreo do piloto, que tem licença desde 1990. Há muito tempo, numa galáxia chamada Via Láctea (essa você conhece, eu sei), ele, em 1999, caiu com um helicóptero durante um treinamento de rotina. O astro (sim, neste post só tem estrela) e seu instrutor escaparam com meros arranhões. Em 2000, um pequeno avião pilotado por Han Solo, digo Indiana Jones, digo Harrison Ford, caiu no estado de Nebraska. Mayday, mayday, ele não teve nada. De novo!

Virado pra Lua, nosso heroi divide os céus, nem sempre de brigadeiro, com outras estrelas e astros do cinema. Sim, virou moda em Hollywood: ganhou dinheiro, tirou licença, comprou um aviãozinho, decolou. Tem desde John Travolta, que vira-e-mexe curte os embalos de sábado à noite no ar, até o ás indomável Tom Cruise, passando pelo “casal globeleza” Angelina Jolie/Brad Pitt e, ainda, Bruce Dickinson, o vocalista da banda de heavy metal Iron Maiden. Ah, tem, ainda, Morgan Freeman, o homem que, pelo menos, no cinema, vive salvando o planeta de terroristas, meteoros, bandidos de todo o tipo e etc. Ameaças tão mortais quanto o “asmático” Darth Vader, encarado sem medo por Han Solo na saga Star Wars

Assim, quando você olhar para o céu, imagine que pode ser um astro do cinema ou da música que pode estar ali, lá no alto, pilotando um avião, tipo Angelina in the sky with children. Que tal dar um tchauzinho?

HARISSON FORD

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Nosso Indiana Jones começou a aprender a pilotar em 1960, mas somente se tornou piloto décadas depois. Hoje, ele tem licença para pilotar aviões e helicópteros e possui oito aeronaves, entre eles um Cessna 525, um Aviat A-1B e um De Havilland Canada DHC-2 Beaver. Maquininhas que serão domadas pelo heroi cinematográfico tão logo ele se recupere das cirurgias. Para o alto e avante.

ANGELINA JOLIE E BRAD PITT

bradagelinaBrad Pitt tem licença para aviões e helicópteros, mas quem abala mesmo é Angelina Jolie, mulher das mais influentes do mundo. Pois não é que a embaixadora da ONU, mãe de seis pimpolhos, também pilota os próprios aviões? No caso, um Cessna 208B e o monomotor Cirrus SR-22, o mais rápido de sua categoria. Reza a lenda que Lara Croft, ops, Angelina Jolie, aprendeu os “paranauê” de voar para fazer graça para o filho Maddox, que curte observar aviões no céu. Coisas de mãe.

TOM CRUISE

tom_cruise2-300x300Já o superastro Tom Cruise, quase uma supernova, resolveu aprender a pilotar durante as filmagens do clássico oitentista Top Gun. Milionário, o pequeno grande Tom tem aviões da melhor estirpe. Tipo um Aviat Pitts S-2B, um Beech F90 and (que custa a bagatela de US$ 1,2 milhão) e um Gulfstream IV jet, que vale US$ 28 milhões. Só digo uma coisa: sorry, periferia.

MORGAN FREEMAN

120330freemanEx-mecânico de aeronaves, Morgan Freeman – para quem não liga o nome à pessoa ele fez o líder sul-africano Nelson Mandela no cinema – acabou aprendendo a pilotar e até comprou um Cessna Citation, que usa desde 2002 em seus voos, principalmente para as Ilhas Virgens. Freeman (“homem livre”, em inglês) também comprou um SJ30, da Emivest Aerospace, em Dubai.

JOHN TRAVOLTA

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O garoto da bolha de plástico agora é o garoto da aviação. Tão fissurado no negócio, Travolta até possui uma sala decorada como um aeroporto dos anos 1930 em sua mansão em Miami, construída atrás do Aeroporto Wheeler. O hangar do seu avião, um Gulfstream, é integrado à mansão. Acredite se quiser! E tem mais: um de seus filhos se chama Jet (“jato”, em inglês) se tornou o primeiro piloto privado a comandar um A380. E tem um filho chamado Jett. Ele também se tornou o primeiro piloto privado a guiar um A380. Ah, a última: John Travolta levou a seleção da Austrália para a Copa de 2006 na Alemanha. Juro, definitivamente não é (Pulp) “fiction”.

BRUCE DICKINSON

IRON MAIDEN - the final frontier 2011

O vocalista da banda Iron Maiden, Bruce Dickinson, é quem mais pode tirar onda nessa seara. O cara é piloto comercial de linha aérea e já pertenceu a várias companhias, como a British Airlines. O avião da banda é um Boeing 757 e recebeu a alcunha de “Ed Force One”, trocadilho para “Air Force One” avião oficial do presidente dos EUA. Ed, para quem não sabe, é o morto vivo mascote do Iron Maiden, aquela caveira cabeluda. O cara é tão animal que em 2006, foi pilotando até o Líbano para resgatar 200 cidadãos ingleses que não conseguiam deixar o país. É mole ou quer mais?

Um mundo de gente nos aeroportos

Guarulhos, em São Paulo, é o segundo aeroporto com maior movimento no Hemisfério Sul, mas ainda está longe de alcançar o top ten mundial. Saiba onde estão os dez aeroportos que mais recebem passageiros no mundo.

Freddy Charlson

Vocês conseguem imaginar o mundaréu de gente que passa pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo? Pois é. Já temos o segundo aeroporto mais movimentado do hemisfério Sul, ficando atrás apenas do aeroporto de Sydney, na Austrália. Para ter uma ideia, só no ano passado, Guarulhos recebeu a gigantesca marca de 40 milhões de viajantes. Sabe o que dá isso? É como se todos nuestros hermanos argentinos passassem pelo terminal. É muita gente! Gente que desceu e subiu por meio de 304.559 pousos e decolagens, superando em 7,2% o ano de 2013, quando foram contabilizadas 284.184 operações.

Pior (ou melhor, ainda) foi a movimentação no dia 23 de dezembro do ano passado, quando Guarulhos bateu seu recorde histórico de movimentação, com a circulação de 129.822 passageiros apenas naquele dia. Correria para passar o Natal em outra cidade… E tudo correu bem. Bem também foi o mês de janeiro, obrigado. Nos primeiros 30 dias do ano, Guarulhos registrou seu recorde histórico em movimentação: 3,8 milhões de pessoas viajaram pelo aeroporto. Recordes que provam que os passageiros estão usufruindo as melhorias acontecerem dia após dia no local, que mais parece uma cidade em constante construção, porém moderna, confortável e de primeiro mundo.

Por outro lado, mesmo com marcas tão superlativas, com tanta gente pra lá e pra cá, chegando, saindo, fazendo check-in, passeando pelos terminais e etc, Guarulhos ainda está longe de alcançar os principais aeroportos do mundo em relação à movimentação de passageiros.

Entre os líderes do ranking há aeroportos localizados nos Estados Unidos, China, Inglaterra, Japão, França, Indonésia e Hong Kong, sendo quatro localizados na terra de Barack Obama.

Em comum, esses aeroportos têm uma grande rede de conexões e quantidade de companhias aéreas operando, além de terminais amplos e modernos. Enfim, são hubs, alguns dos principais centros de operações de voos comerciais em todo o mundo. Como para entrar nessa lista, o progresso deve ser contínuo, nossos aeroportos estão caminhando para isso. Enquanto isso, conheça os 10 terminais mais movimentados mundo afora.

1º. Aeroporto Internacional de Atlanta (EUA)

atlantaO Aeroporto Hartsfield-Jackson, localizado em Atlanta (EUA), é o maior do mundo, com movimentação de cerca de 95 milhões de passageiros por ano. É o que tem o maior número de pousos e decolagens, desde 2005, sendo o hub da companhia aérea Delta Airlines, que transporta 60% de todos os passageiros deste aeroporto. O Hartsfield-Jackson tem cinco pistas, sendo que a maior chega aos 3.624 metros de extensão.  Em um dia comum, mais de 250 mil passageiros circulam no local, embarcando e desembarcando de 2.500 voos.

2º. Aeroporto Internacional de Pequim

 Pequim
O segundo aeroporto com maior movimentação é o de Pequim (China), com 80 milhões de passageiros por ano. Em 2008, passou por uma expansão para receber os Jogos Olímpicos e se transformou no maior aeroporto da Ásia. E isso tudo além de ser um dos mais bonitos e modernos do planeta.

3º. Aeroporto de Heathrow

HeathrowEm 3º lugar na lista fica o Aeroporto de Heathrow, em Londres (Inglaterra), com cerca de 70 milhões de passageiros por ano, o que o credencia a ser o mais movimentado da Europa. Apenas em cargas, movimenta 1 milhão de toneladas a cada ano. Os principais destinos de quem parte de Heathrow são Nova York, Emirados Árabes Unidos e Irlanda. Sua estrutura sustenta 76.600 empregos diretos e 116 mil empregos indiretos, contribuindo com 2,7% do valor bruto da receita municipal de Londres.

4º. Aeroporto Internacional O’Hare

OhareO Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago (EUA), é o quarto da lista, com cerca de 67 milhões de passageiros por ano. Foi considerado, durante 1997 e 2007, “O Melhor Aeroporto dos Estados Unidos”. Sua vocação são voos internos, principalmente para Nova York, Los Angeles e San Francisco.

5º. Aeroporto Internacional de Tóquio

Toquio Por ano, o Aeroporto Internacional de Tóquio (Japão) recebe, aproximadamente, 67 milhões de passageiros. Com esse desempenho, o terminal é o quinto maior do mundo em movimentação de passageiros. Opera quase a totalidade dos voos internos do Japão.

6º. Aeroporto Internacional de Los Angeles

Los Angeles Em 6º lugar na lista aparece o Aeroporto Internacional de Los Angeles (EUA), com movimentação de 63 milhões de passageiros anuais, a maioria em voos nacionais. A base aérea da Guarda Costeira dos Estados Unidos fica no aeroporto. É popularmente conhecido como LAX – as letras são pronunciadas separadamente.

7º. Aeroporto Charles de Gaulle

charlesdegaulleO 7º lugar nessa lista vem da França. O Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, movimenta 60 milhões de passageiros por ano, principalmente para Madrid, Roma e Nova York. Em relação ao transporte de carga, é o quinto mais movimentado do mundo, e o segundo mais movimentado da Europa, atrás do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha.

8º. Aeroporto Internacional de Dallas

Dallas
A 8ª posição da lista é ocupada pelo Aeroporto Internacional de Dallas (Fort Worth), nos Estados Unidos. Ele tem movimentação de cerca de 51 milhões de passageiros por ano, em voos nacionais e internacionais de grande distância, para destinos como Cancun, Cidade do México, Londres e Tóquio. O primeiro voo do Concorde ao chegar no país ocorreu no Aeroporto de Dallas em 1973, como parte de sua festa de inauguração. Dallas possui sete pistas. Suas dimensões ocupam área pertencente a quatro cidades: Irving, Euless, Grapevine e Coppell.

9º. Soekarno Hatta International Airport, Indonésia

Indonesia Principal aeroporto da Indonésia, o Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta, na cidade de Jacarta, capital do país e sede de uma das mais importantes bolsas de valores mundiais. Em 2012, passaram pelo aeroporto 57.772.762 passageiros e 342.473 toneladas métricas de carga, em pousos e decolagens que contabilizaram 369.740 movimentações de aeronaves, uma grande marca para um aeroporto do sudeste asiático.

10º. Aeroporto de Frankfurt

FrankfurtO Aeroporto de Frankfurt (Alemanha) tem uma média de 56 milhões de passageiros por ano e está em 9º lugar nesta seleta lista. A maioria de seus voos é para destinos no exterior: são mais de 270 cidades em 111 países. É o aeroporto europeu com maior movimento de carga (e o segundo no mundo), com volume anual de 2,17 milhões de toneladas.

Referências:

www.aviacaocivil.gov.br

www.canalpiloto.com.br

http://www.worldairportawards.com

http://top10mais.org