Tão Tão Distante

Você sabe quais são os dez municípios mais distantes de um aeroporto hoje? Alguns brasileiros precisam viajar mais de mil quilômetros para embarcar em um avião. Mas as distâncias vão encurtar com o programa de desenvolvimento da aviação regional

Freddy Charlson

Estrada, rio, estrada, rio, estrada. Ufa, 17 horas de viagem depois, eis que o heroico e destemido viajante que deixou o município de Apuí chega a Manaus. Sim, essa epopeia é para os fortes, para os muito fortes. É que Apuí, uma pequena cidade de 21 mil habitantes isolada no meio da Floresta Amazônica, fica a incríveis 450 quilômetros, em linha reta, da capital do Amazonas, terra do aeroporto mais próximo da cidadezinha interiorana. A distância a ser percorrida por estradas e rios, porém, chega a 1.096 quilômetros…

Isso credencia a pequenina Apuí como o município brasileiro mais distante de um aeroporto com voos regulares – no caso, o Aeroporto Eduardo Gomes –, o que o torna o mais isolado do País, especialmente em períodos de chuva. Ou seja, uma canseira danada para esse povo que quer economizar tempo e curtir mais a vida fazendo viagens de avião.

Canseira que não deve acabar totalmente, mas será atenuada um bocado. Ah, se vai! Isso porque o aeroporto de Jacareacanga, no Pará, que hoje não opera voos regulares – mas que está incluído no programa de desenvolvimento da aviação regional da Secretaria de Aviação Civil (LEIA MAIS SOBRE O PROGRAMA)  – está a 275 quilômetros de Apuí. Um ganho de mais de 800 quilômetros. Ou seja: se hoje o heroico apuiense gasta cerca de 17 horas para chegar em Manaus e pegar um aviãozinho, daqui um tempo ele gastará pouco mais de 3 horas. Isso porque o vai construir ou reformar 270 aeroportos País afora. Jacareacanga é um deles!

Uma ótima notícia também para os municípios que, na sequência, acompanham Apuí na lista das cidades brasileiras mais distantes de aeroportos: Oiapoque (AP); Palmeira do Piauí (PI); Cristino Castro (PI); Santa Luz (PI); Barra do Quaraí (RS); Currais (PI); Bom Jesus (PI); Alvorada do Gurguéia (PI); e Colônia do Gurguéia (PI).

A “famosa” Oiapoque (AP) é aquele cidadezinha que costuma ser citada na frase “O Brasil vai do Oiapoque ao Chuí”… Tipo o Brasil é grande e coisa e tal… Pois bem, Oiapoque vai ganhar ainda mais do que tempo. Hoje, o aeroporto com voo regular mais próximo da cidade é o de Macapá (AP), que fica a exatos 430 quilômetros de distância em linha reta ou 591 quilômetros por meio de estradas. O programa de aviação regional prevê reforma no aeroporto de Oiapoque e o retorno de suas operações.

É uma grande mudança para a população local e vizinha! Hoje, no Brasil, mais de 40 milhões de pessoas vivem a mais de 100 quilômetros de um terminal aeroportuário de passageiros. E essa situação vai mudar, pra melhor, claro. Atualmente, só 77 aeroportos regionais têm rotas regulares voando os 8.515.767 km² de área do País. Quando brasileiros de Norte a Sul, seja no interior ou nas capitais, tiverem acesso ao transporte aéreo, habitantes de 3.500 municípios do País serão beneficiados por uma grande rede de aeroportos. Assim, as 17 horas ou os 1.096 km de estrada, rio, estrada, rio, estrada entre Apuí e Manaus, por exemplo, serão, então, apenas lembrança na memória das novas gerações dos apuienses.

Enquanto o programa se desenvolve conheça um pouco mais sobre os 10 municípios brasileiros mais distantes de um aeroporto com voos regulares. E, claro, acompanhe o que podemos chamar de “salvação da lavoura”, afinal, vários aeroportos serão construídos em cidades mais próximas para facilitar a vida dos municípios distantes de terminais, especificamente esses do Top Ten!

UM AEROPORTO PRA CHAMAR DE “SEU”

APUÍ (AM)

Apuí fica no interior do Amazonas, ao sul de Manaus, na Rodovia Transamazônica (BR-230), a única que liga o município à civilização. Ah, Apuí tem as cachoeiras mais bacanas do estado e uma festa do Peão de Boiadeiro que, dizem, é a maior das redondezas (e bota redondeza nisso!). Com população estimada em 20 mil pessoas, Apuí (que bem poderia ser chamado de Longeaí…) tem uma área considerável – de 54 mil km² – sendo maior que os países europeus Holanda, Montenegro, Malta, Luxemburgo, Mônaco e Vaticano. Juntos! Sorte da população que o programa de aviação regional prevê a instalação de um aeroporto em Jacareacanga, né?

OIAPOQUE (AP)

Fica lá no alto do estado do Amapá. O nome Oiapoque tem origem tupi-guarani, uma derivação do termo “oiap-oca”, que significa “casa dos Waiãpi”, os primitivos habitantes da região. O município foi criado em 23 de maio de 1945 e é uma boa para quem quer curtir o “estrangeiro”, afinal limita-se ao norte com a Guiana Francesa. Para isso é só atravessar a Ponte Internacional sobre o Rio Oiapoque et voilá! No mais, os moradores têm à disposição uma única via de ligação com a capital do estado, Macapá: a BR-156, com 600 km, sede do aeroporto mais próximo da cidade, que fica a 430 km de distância. Bem, mas isso vai mudar, graças ao programa de aviação regional.

PALMEIRA DO PIAUÍ (PI)

Palmeira do Piauí é um município brasileiro que fica… no Piauí. Pequeno, tem cerca de 10 mil habitantes e fica a 10 quilômetros da BR-135 (principal via do estado). O Rio Gurgueia e alguns riachos banham a cidade que é ligada à BR-135 por uma ponte de madeira e metal. O município que fica a 400 quilômetros, em linha reta, do aeroporto mais próximo, o Senador Nilo Coelho, em Petrolina, já em Pernambuco – são 626 quilômetros pelas estradas nordestinas –tem muitas serras ao seu redor. E o mais charmoso é um “olho d’água”, a 9 quilômetros do centro da cidade. Bem, para quem não liga o nome à beleza natural, olho d’água é um lugar aonde a água brota dos morros. Com o programa de aviação regional, ficará muito mais fácil se deslocar até o futuro aeroporto de Bom Jesus (PI), que ficará a meros 78 quilômetros de distância.

CRISTINO CASTRO (PI)

A cidade tem 11 mil habitantes, a maioria na zona rural e numa faixa de baixo desenvolvimento. Só para vocês terem uma ideia, o município ocupava a 4.921ª posição, em 2010, no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em relação aos 5.565 municípios do Brasil. Ou seja, vida dura para o povo de uma terra repleta de um negócio chamado “poços jorrantes”, de onde sai água mineral bem morninha. Hoje, o aeroporto mais próximo de Cristino Castro é o de Barreiras (BA), a cansativos 390 quilômetros em linha reta (503 quilômetros pelas longas estradas da vida). Com o programa de aviação regional, ficará mais fácil ir até o futuro aeroporto de Bom Jesus (PI), que ficará a 50 quilômetros de distância.

SANTA LUZ (PI)

Quem nasce é Santa Luz é santa-luzense. E se quiser pegar um avião vai ter que andar 375 quilômetros, em linha reta, até Barreiras (BA). Pelas estradas, a distância aumenta para 514 quilômetros. Ok, uma coisa pode não ter nada a ver com a outra, mas a verdade é que essa localidade piauiense só começou a se desenvolver em 1933, com a lavoura de algodão. E só virou município em 1962. Hoje, Santa Luz não chega a 10 mil habitantes. Um povo que se desloca via BR-135, a mais movimentada das rodovias do Piauí. A boa notícia é que a distância até um aeroporto mais próximo vai cair para 205 quilômetros até São Raimundo Nonato (PI). A metade do percurso atual.

BARRA DO QUARAÍ (RS)

Direto ao ponto: Barra do Quaraí é o município mais ocidental do Rio Grande do Sul e de toda a Região Sul Fica bem na ponta mesmo, pertinho da Argentina e do Uruguai. De quebra, está a incríveis 717 km da capital, Porto Alegre. É o município gaúcho mais distante da capital, né? E o aeroporto mais próximo da cidade de 5 mil habitantes é o de Santa Maria (RS), a 370 quilômetros. Bom de briga, Barra do Quaraí disputa, há mais de 100 anos, com o Uruguai, um lugar chamado Ilha Brasileira, nas águas do Rio Uruguai. A pendenga não tem data pra terminar, mas a dificuldade para chegar a um aeroporto, sim. O município de Uruguaiana (RS), a 71 quilômetros de Barra do Quaraí, vai ganhar um aeroporto pelo programa de aviação regional. A distância dos moradores da cidade vai ser reduzida a um décimo do que é hoje. Que beleza, amigo!

CURRAIS (PI)

Município caçula do Piauí. Foi fundado dia desses, em 1997. Quem nasce lá é curralense e anda 360 quilômetros até o aeroporto de Barreiras (BA), o mais próximo. É que Currais fica longe que só, óxente, da capital Teresina. Pra quase 650 quilômetros de distância. É muito para os seus 5 mil habitantes, que levam o município a ter uma densidade demográfica de 1,5 habitantes/km². Ou seja, quem quiser pode espreguiçar-se à vontade em Currais… Ah, e a maior cidade nos arredores é Bom Jesus, a 62 quilômetros de distância, justamente a que vai ganhar um aeroporto. Imaginou andar 62 km para embarcar num avião comparado aos 360 km até Barreiras? Um sonho.

BOM JESUS (PI)

Por falar em Bom Jesus, o município piauiense é uma potência na região. Com seus 23 mil habitantes também depende do aeroporto de Barreiras (BA) para navegar pelos céus desse Brasilzão. Bom Jesus fica a 350 quilômetros do município baiano e está virando o novo eldorado da soja. Localizada a 635 quilômetros da capital Teresina, a cidade é quente, bem quente. O recorde de temperatura registrado foi de 44,7 graus em 21 de novembro de 2005. Uma das mais altas do País. Tão alta quanto a moral da cidade que vai ganhar um aeroporto reformadinho “pra chamar de seu”. O aeroporto de Bom Jesus está na fase de Estudo Preliminar (EP), que detalha o Estudo de Viabilidade Técnica (EVT). O EP define o tamanho do pátio, pista e terminal e o investimento necessário. Aeroporto, aliás, que vai salvar a vida dos moradores dos municípios piauienses vizinhos que têm que recorrer aos terminais aeroportuários de Pernambuco ou da Bahia e que estão no seleto Top Ten deste texto: Palmeira do Piauí, Cristino Castro, Currais, Alvorada do Gurguéia e Colônia do Gurguéia. Ficará tudo bom para todas as partes.

ALVORADA DO GURGUÉIA (PI)

Com pouco mais de 5 mil habitantes, fica no centro sul do Piauí e a 539 quilômetros da capital Teresina. É jovenzinha, virou município apenas em 1994, após se desmembrar de Cristino Castro e Manoel Emídio. Toda bonitinha, a cidade, cujo aeroporto mais próximo é o Senador Nilo Coelho, em Petrolina (PE), tem como referencial seus mananciais de água naturais, como o Poço Violeto. A boa notícia é que a distância até um aeroporto mais próximo vai cair dos 539 quilômetros que a separam de Teresina para 97 quilômetros até o aeroporto de Bom Jesus (PI). Pense numa felicidade!

COLÔNIA DO GURGUÉIA (PI)

E Colônia do Gurguéia, no Piauí, encerra a lista dos dez municípios mais distantes de aeroportos com voos regulares. A cidade, com aproximadamente 7 mil habitantes, fica a 350 quilômetros da capital, Teresina, cujo aeroporto, Petrônio Portella, é o mais próximo de seus moradores. A boa notícia é que a distância até um aeroporto mais próximo vai cair para 141 quilômetros até o aeroporto de Bom Jesus (PI). Um caminho 60% menor. É ou não é totalmente excelente?!

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Os porquês dos nomes dos 15 principais aeroportos do Brasil

Você sabia que Congonhas é um tipo de erva-mate existente na cidade natal do primeiro governante da província de São Paulo? E que o nome Viracopos pode ter sido originado de uma confusão na quermesse da igreja ou em um bar onde tropeiros sentavam para beber? Por trás da nomenclatura dos 15 principais aeroportos brasileiros, responsáveis por 95% da movimentação no País, existem curiosidades interessantíssimas. Confira!

Congonha

Congonhas: erva-mate abundante na região onde nasceu o primeiro governante de São Paulo

Mariana Monteiro

AEROPORTO DE CONGONHAS

Congonhas é uma palavra derivada do tupi “Ko Gói”, que significa “o que mantém o ser”. Os indígenas utilizam esse termo para denominar um tipo de erva-mate abundante nas proximidades da cidade Congonhas do Campo (MG). Foi nessa cidade onde nasceu Lucas Monteiro de Barros (1767-1851), o Visconde de Congonhas do Campo, primeiro governante da província de São Paulo e também um dos maiores proprietários de terras da região onde hoje está o aeroporto de Congonhas. A região que também recebe esse nome foi escolhida para abrigar o empreendimento pelas condições naturais de visibilidade e por ficar longe da áreas de enchente do Rio Tietê.

AEROPORTO DE VIRACOPOS

Existem duas possíveis versões para a origem do nome do aeroporto de Campinas (SP).

Versão 1: no começo do século, no local onde seria construído o terminal aéreo, havia uma igreja. Certa vez, durante a realização de uma quermesse, o pároco do bairro e os moradores se desentenderam. O tumulto terminou em quebra das barracas e brigas, além da bebedeira. Então, nos sermões, o padre se referia ao ocorrido como “viracopos”.

Versão 2: a outra possível motivação para o nome do aeroporto campinense é a existência de um bar no local, onde tropeiros paravam para descansar, trocar informações sobre viagens e “virar copos”, ou seja, beber.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA – PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK

O nome do aeroporto de Brasília não poderia ser outro. Afinal, Juscelino Kubitschek é considerado o pai da capital do país, já que foi ele o responsável pela construção da cidade.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE MANAUS – EDUARDO GOMES

Eduardo Gomes foi ministro da Aeronáutica por duas vezes – nos governos Café Filho (1954-1955) e Castelo Branco (1965-1967). Em 1941, promovido a brigadeiro, participou da organização das bases aéreas para a Segunda Guerra Mundial. Além de dar nome ao aeroporto da capital amazonense, Eduardo Gomes tem outra curiosa homenagem. Foi por causa dele que o brigadeiro, o doce de padaria mesmo, leva esse nome. É que no final do Estado Novo, o militar candidatou-se às eleições que ocorreriam em dezembro de 1945. Para angariar fundos para a campanha, eram vendidos doces. Daí então surgiu a famosa guloseima.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CUIABÁ – MARECHAL RONDON

Marechal Rondon foi um desbravador e militar brasileiro, de origens indígenas, que explorou a Região Amazônica. Ele construiu 372 quilômetros de linhas e cinco estações telegráficas, abrindo caminho no interior do Brasil.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE GUARULHOS – GOVERNADOR ANDRÉ FRANCO MONTORO

Também conhecido por Cumbica, o aeroporto leva esse nome porque a região onde está localizado também se chama Guarulhos. O aeródromo também traz o nome do ex-governador de São Paulo André Franco Montoro, morto em 1999. Montoro foi o 27º governante do estado paulista (1983-1987).

AEROPORTO INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO/GALEÃO – ANTÔNIO CARLOS JOBIM 

Galeão é o bairro da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, que abriga o aeroporto e instalações da Aeronáutica. Em 1999, um decreto acrescentou ao nome do terminal aéreo uma homenagem ao grande cantor e compositor brasileiro Antônio Carlos Jobim. Tom Jobim compôs a canção Samba do Avião que, dentre outras coisas, diz:

Cristo Redentor/ Braços abertos sobre a Guanabara/ Este samba é só porque/ Rio, eu gosto de você/ A morena vai sambar/Seu corpo todo balançar/ Aperte o cinto, vamos chegar/ Água brilhando, olha a pista chegando/ E vamos nós/ Pousar…”

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CONFINS – TANCREDO NEVES

Tancredo Neves foi o primeiro presidente a ser eleito pelo regime democrático após a ditadura no Brasil. No entanto, antes mesmo de tomar posse o político foi acometido por uma diverticulite e morreu. Confins, por sua vez, possui esse nome por localizar-se nos limites das fazendas da região, muito distante. Essa também é a palavra que usamos para dizer que determinado lugar, no sentido figurado, é longe.

AEROPORTO INTERNACIONAL DO RIO GRANDE DO NORTE/SÃO GONÇALO DO AMARANTE – GOVERNADOR ALUÍZIO ALVES

O recém-inaugurado aeroporto potiguar traz o nome do município onde foi construído. São Gonçalo do Amarante foi um religioso português considerado beato pela Igreja Católica. Ele foi escolhido padroeiro do município que nasceu no século 18, quando famílias de Portugal chegaram no Rio Grande do Norte. Já Aluízio Alves foi governador do estado entre 1961 e 1966, sendo cassado pelo Ato Institucional Número Cinco em 1969.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE FORTALEZA – PINTO MARTINS

Em 1952, a Base do Cocorote passou a ser chamada de Aeroporto Pinto Martins – uma homenagem ao piloto cearense Euclydes Pinto Martins. Natural do município de Camocim, a 380 km de Fortaleza, ele realizou o primeiro voo entre Nova York e Rio de Janeiro a bordo de um hidroavião.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE – SALGADO FILHO

O local que hoje abriga o aeroporto de Porto Alegre pertencia à Brigada Militar do Rio Grande do Sul. No entanto, o serviço foi extinto em 1924 e a área foi mantida como parque de aviação, onde havia demonstrações de aviação esportiva. Em meados de 1937, a companhia aérea Varig comprou seus primeiros aviões com trem de pouso (antes usavam apenas hidroaviões) e passou a usar o local, que então foi chamado de Aeródromo de São João. Anos depois, em 12 de outubro de 1951, passou a chamar-se Aeroporto Internacional Salgado Filho, uma homenagem ao político gaúcho Joaquim Pedro Salgado Filho. Ele foi deputado federal e senador, além de ministro do Trabalho (1932-1938) e da Aeronáutica (1941-1945).

AEROPORTO INTERNACIONAL DO RECIFE/GUARARAPES – GILBERTO FREYRE

Primeiramente, o principal terminal aéreo pernambucano chamava-se Aeroporto de Recife. Em 1948, o então presidente da República Eurico Gaspar Dutra assinou decreto que renomeava o local para Aeroporto dos Guararapes, já que o aeródromo fica próximo ao Monte dos Guararapes, local onde aconteceu a Batalha dos Guararapes.

Em dezembro de 2001, mais uma renomeação. Agora, o aeroporto traz ainda homenagem ao escritor e um dos mais importantes sociólogos, o pernambucano Gilberto de Mello Freyre.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CURITIBA – AFONSO PENA

Localizado na área da Colônia Afonso Pena, o nome do aeroporto paranaense é uma homenagem ao sexto presidente da República, Afonso Pena, que governou o país de 1906 a 1909.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE SALVADOR – DEPUTADO LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

O aeroporto da capital baiana foi inaugurado em 1925 sob o nome de Santo Amaro do Ipitanga e reconstruído em 1941. Em 1955, seu nome foi mudado para “2 de Julho”, data mais importante da história do estado, por marcar a independência da província da Bahia. Desde 1998, passou a se chamar Aeroporto Internacional de Salvador – Deputado Luís Eduardo Magalhães, após a morte do ex-presidente da Câmara Luís Eduardo Magalhães, vítima de ataque cardíaco. A mudança provocou revolta em parte do povo baiano. Por isso, a maioria dos habitantes de Salvador continua a chamá-lo (ou conhece) por “2 de Julho”. Hoje, tramitam na Câmara dos Deputados projetos de lei em favor da mudança do nome para 2 de Julho. Mas o assunto segue sem definição e a polêmica persiste.

AEROPORTO SANTOS DUMONT – RIO DE JANEIRO

Obviamente que algum aeroporto teria que levar o nome do maior aeronauta brasileiro e um dos grandes inventores da humanidade. Santos Dumont planejou, construiu e levantou voo com os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Em 1901, quando contornou a Torre Eiffel, em Paris, com seu dirigível nº 6, o brasileiro natural de Palmira (MG) foi merecedor do Prêmio Deutsch, o que o tornou famoso mundo afora. O mineiro também foi o primeiro a decolar com um avião com motor a gasolina. O fato ocorreu em 23 de outubro de 1906, quando o aviador voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros, também na capital francesa. ​