De Romero Britto a Athos Bulcão

Pinturas, gravuras, esculturas, instalações. Os aeroportos brasileiros têm diversas obras de arte que ajudam a refrescar a visão dos passageiros enquanto o voo não vem. Do clássico ao popular, há um pouco do talento brasileiro em cada terminal

Painel de Azulejos de Athos Bulcão, no Aeroporto de Brasília (DF).

Painel de Azulejos de Athos Bulcão, no Aeroporto de Brasília (DF).

Tudo bem que os aviões têm design arrojado e são cada vez mais modernos; tudo bem que os terminais estão trincando de novos e estão cada vez mais agradáveis; tudo bem que muita gente bonita e cada vez mais bem vestida circula pelos saguões dos aeroportos… Aviões, terminais, pessoas… são quase uma obra de arte. Mas obra de arte, bem, obra de arte mesmo é outra coisa. E os principais aeroportos brasileiros estão repletos delas, como forma de divulgação da cultura nacional e, também, para refrescar a visão das pessoas enquanto elas esperam o voo.

Os 60 aeroportos que integram a Rede Infraero, por exemplo, possuem diversas obras de arte em seus terminais de passageiros. Assim como os seis aeroporto concedidos. São gravuras, painéis, esculturas, telas e outras forma de expressão artística em exibição contínua e que podem ser admiradas por passageiros e usuários. Há desde artistas reconhecidos mundialmente quanto revelações das artes plásticas brasileiros e talentos regionais. Os aeroportos acabam exercendo o papel de divulgar a habilidade e a capacidade dos brasileiros em criar. E tudo isso, claro, de graça.

Os Trabalhadores, em  Cogonhas

Os Trabalhadores, em Congonhas (SP).

Em Congonhas, a vez dos espelhos

No Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por exemplo, entre as principais obras destaca-se um conjunto de oito espelhos decorados com motivos diversos, de autoria de Jacques Monet, localizado no Bar do Salão Nobre do Pavilhão de Autoridades. O conjunto divide o ambiente com o painel mural Os Trabalhadores (3,5m x 16m), criado por Emiliano Di Cavalcanti e Clóvis Graciano.

No hall da escada de acesso ao subsolo, fica o Painel de Pastilhas de Vidro, com motivos geométricos, de autoria dos artistas Hernani do Val Penteado e Raymond A. Jehlen. A dupla também criou a obra Mapa Mundi, um painel de placas de mármore com ilustração em baixo relevo do planisfério, com os continentes ligados por aviões de diversos modelos. A obra fica no saguão central.

Congonhas abriga, no hall em frente à marquise sul, um painel de placas de granito preto com desenhos em baixo relevo e fundo em tinta dourada retratando edifícios e monumentos representativos da paisagem do centro de São Paulo. Um desenho de Jean Tranchant.

Outra obra de destaque no aeroporto é um painel de madeira com pintura representando o mapa do Brasil com ilustrações de uma rosa dos ventos, elementos da fauna e da flora brasileira, indígenas e construções das regiões. O painel de Jacques Monet fica na sala de embarque, piso superior. E os viajantes gostam de admirar um busto de Santos Dumont, em bronze e com a inscrição “Ao precursor da Navegação Aérea Alberto Santos Dumont”. A escultura fica na sala de embarque, piso superior, e é do incrível Victor Brecheret.

Por fim, em Congonhas há o Muro da Memória, painel 13m x 3m que retrata, de forma colorida, o aeroporto no século passado, exaltando sua beleza arquitetônica e a importância para a cidade. Fica na ala sul, corredor de acesso, e é de autoria de Eduardo Kobra.

Santos Dumont, no Aeroporto Santos Dumont (RJ)

Santos Dumont, no Aeroporto Santos Dumont (RJ).

Em Santos Dumont, homenagem ao aviador

No Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o grande sucesso de público são as três esculturas do artista plástico pernambucano Romero Brito, de 52 anos. Squeaki (O Gato) fica na sala de embarque restrito, próximo ao canal de inspeção. Good Girl (A Menina) também fica na sala de embarque restrito, próximo aos portões de embarque remoto. E a escultura Dancing Boy (O Menino Dançando) fica no terminal de embarque, 1º piso.

O Santos Dumont também abriga a escultura Fênix, de Neuza Scher, localizada em frente aos Correios, no terminal de embarque, 1º piso. Os painéis Primórdios da Aviação e Aviação Moderna estão no terminal de desembarque, próximos ao Balcão de Informações, e são de autoria de Cadmo Fausto.

Já a obra Centenário do 14 Bis fica no terminal de embarque, 1º piso, e foi criada por Sansão Campos Pereira. Por fim, o painel Retrato de Santos Dumont (claro, o Aeroporto Santos Dumont tinha mesmo que ter um retrato de Santos Dumont…) está localizado no terminal de desembarque, área pública. A obra é de autoria de Hughes Desmazières.

Em Porto Alegre, reinam os painéis

A conquista do espaço, no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS)

A conquista do espaço, no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS).

E o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, é a “terra brasileira dos painéis”. Quatro imponentes painéis ajudam a embelezar o terminal. O painel Todas as horas, de Carlos Vergara, tem 14 anos e mede 35m X 6m. Foi confeccionado com base de alvenaria e chapas de metal fixadas com pinos metálicos. Fica no 3º pavimento do Terminal 1, perto da praça de serviços e alimentação. Já o painel EX ORBIS, de Regina Silveira, mede 7m x 11m, e é feito de 912 peças de azulejos brancos 40cm x 40cm pintados à mão. Fica localizado no Terminal 1, parede do 3º piso, também próximo à praça de alimentação.

O painel Rio Grande do Sul, por sua vez, tem proporções gigantescas. Ele mede 55m de comprimento e 3,4m de altura. Para sua confecção, o artista Mauro Fuke utilizou 240 mil pastilhas de porcelana esmaltada de diversas cores. A obra fica no Terminal 1, no 2º pavimento, no corredor das salas de embarque. Por fim, o painel A conquista do espaço trata-se de um afresco de 50 m², localizado no Terminal de passageiros 2, próximo ao desembarque doméstico. A obra é de Aldo Locatelli.

Em Fortaleza, tem até obra do cantor Fagner

A Menina, no aeroporto de Fortaleza (CE).

A Menina, no aeroporto de Fortaleza (CE).

Em Fortaleza, a capital do ensolarado Ceará, quatro obras de arte abrilhantam o Aeroporto Internacional Pinto Martins. A fofa escultura A menina, por exemplo, na Praça de alimentação, é mais uma invenção do incansável Romero Brito. O busto Pinto Martins fica no 1º piso e é de autoria da dupla Angélica Ellery Torres e Honor Torres. Já o mural Terra da Luz, criado por Mino, é mesmo uma pintura que embeleza o 1ª piso.

Por falar em pintura, a Condomínio da arte, no piso térreo, saguão de desembarque, tem quase um pouquinho de cada artista brasileiro. Pelo menos 20 artistas meteram o bedelho na obra, num grande coletivo. Entre eles, está até o cantor Raimundo Fagner, mundialmente conhecido pelo clássico Deslizes, aquele que diz, tipo assim: “Nós somos cúmplices/ Nós dois somos culpados/ No mesmo instante/ Em que teu corpo toca o meu/ Já não existe/ Nem o certo, nem errado/ Só o amor que por encanto/ Aconteceu”. Lindo.

Em Belém, esculturas e pintura

Festa Junina, no aeroporto de Belém (PA).

Festa Junina, no aeroporto de Belém (PA).

E para terminar nossa ronda artística pelos terminais aeroportuários administrados pela Infraero, chegamos ao Aeroporto Internacional de Belém. Ali, o quase onipresente Romero Brito se faz presente com a escultura For You/Heart (O Coração), que ajuda a colorir ainda mais o saguão de desembarque internacional.

O destemido artista pernambucano divide espaço com o arquiteto e urbanista paraense Fernando Pessoa, autor de uma escultura do busto em homenagem ao conterrâneo pioneiro da navegação aérea Júlio Cezar Ribeiro de Souza. A obra Espelho D’Água tem 80cm e é feita em fibra de vidro estruturada. E no mezanino do aeroporto paraense, ao lado da Sala Vip da Infraero, fica a pintura Festa Junina, feita na técnica óleo sobre tela, criada pelo artista Benedito Antônio Soares de Melo.

 

Em Brasília, os painéis de Athos

Painel de Athos Bulcão, no Aeroporto de Brasília (DF)

Painel de Athos Bulcão, no Aeroporto de Brasília (DF).

No Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, em Brasília, as vedetes artísticas são dois murais em azulejo de Athos Bulcão, duas belezuras que só vendo. Um deles fica no Pier Norte, na área do embarque doméstico. O outro está posicionado no desembarque internacional. Tratam-se, respectivamente, de um painel de azulejos esmaltados nas cores laranja e amarelo, estampadas sob fundo branco e de um painel de azulejos esmaltados nas cores verde e azul, estampadas sob fundo branco. Ambos foram instalados em 1993.

De forma a preservar as obras, a Inframérica, concessionária responsável pelo aeroporto, fez, em julho de 2014, intervenções de restauração nos painéis. O trabalho teve dez etapas: documentação fotográfica e mapeamento de danos; remoção das peças recolocadas de maneira inadequada; remoção das peças em desprendimento; limpeza química e mecânica dos azulejos; remoção de parte da argamassa de aplicação antiga; recolocação das peças removidas; fixação das peças em desprendimento, com injeção de resina acrílica; aplicação de rejunte na área de intervenção; aplicação de rejunte onde necessário; e limpeza.

Outra obra em destaque no Aeroporto JK é uma borboleta multicolorida pintada por adivinhe quem? Sim, ele, o polêmico artista pernambucano Romero Brito. A borboleta fica, toda faceira, no piso do desembarque no saguão público. Ah, não se assuste, o artista, que mora nos Estados Unidos, tem obras expostas em mais de cem galerias nos cinco continentes.

 

Em Confins, tudo é doado

Sete obras de arte alegram o dia a dia de quem passa pelo Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Delas, quatro foram doadas pela Infraero: três esculturas e um entalhe em madeira. Falamos das esculturas Maternidade (Vânia Braga), Escultura em Aço (Ricardo Carvão) e Escultura em Chapa de Ferro (Paulo Laender), além do entalhe em madeira (!) Entalhe em madeira (Maurino Araújo).

Confins também coloca para jogo a escultura For You (Romero Brito, claro!), com dimensão de 1,80m x 2,05m x 0,30cm; o painel Voar (Fernando Pacheco) e o painel Santos Dumont – A Arte de Voar (Yara Tupynambá). Ou seja, arte por toda parte.

 

Em Viracopos, o mural da Copa

Mural da Copa, no Aeroporto de Viracopos (SP)

Mural da Copa, no Aeroporto de Viracopos (SP).

No Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), o destaque é um painel pintado pelo artista plástico Paulo Consentino durante a Copa do Mundo, no ano passado. O painel fica aberto à visitação no terminal de passageiros de voos domésticos e retrata uma das mais famosas imagens dos mundiais: Pelé beijando a Taça Jules Rimet após o tricampeonato de 1970, disputado no México. A obra está no segundo piso, ao lado de agências bancárias e da sala de imprensa montada para atender os jornalistas durante a Copa.

Vale uma visitinha, assim como todas as peças citadas neste texto, afinal quem não curte uma obra de arte?

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Os porquês dos nomes dos 15 principais aeroportos do Brasil

Você sabia que Congonhas é um tipo de erva-mate existente na cidade natal do primeiro governante da província de São Paulo? E que o nome Viracopos pode ter sido originado de uma confusão na quermesse da igreja ou em um bar onde tropeiros sentavam para beber? Por trás da nomenclatura dos 15 principais aeroportos brasileiros, responsáveis por 95% da movimentação no País, existem curiosidades interessantíssimas. Confira!

Congonha

Congonhas: erva-mate abundante na região onde nasceu o primeiro governante de São Paulo

Mariana Monteiro

AEROPORTO DE CONGONHAS

Congonhas é uma palavra derivada do tupi “Ko Gói”, que significa “o que mantém o ser”. Os indígenas utilizam esse termo para denominar um tipo de erva-mate abundante nas proximidades da cidade Congonhas do Campo (MG). Foi nessa cidade onde nasceu Lucas Monteiro de Barros (1767-1851), o Visconde de Congonhas do Campo, primeiro governante da província de São Paulo e também um dos maiores proprietários de terras da região onde hoje está o aeroporto de Congonhas. A região que também recebe esse nome foi escolhida para abrigar o empreendimento pelas condições naturais de visibilidade e por ficar longe da áreas de enchente do Rio Tietê.

AEROPORTO DE VIRACOPOS

Existem duas possíveis versões para a origem do nome do aeroporto de Campinas (SP).

Versão 1: no começo do século, no local onde seria construído o terminal aéreo, havia uma igreja. Certa vez, durante a realização de uma quermesse, o pároco do bairro e os moradores se desentenderam. O tumulto terminou em quebra das barracas e brigas, além da bebedeira. Então, nos sermões, o padre se referia ao ocorrido como “viracopos”.

Versão 2: a outra possível motivação para o nome do aeroporto campinense é a existência de um bar no local, onde tropeiros paravam para descansar, trocar informações sobre viagens e “virar copos”, ou seja, beber.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA – PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK

O nome do aeroporto de Brasília não poderia ser outro. Afinal, Juscelino Kubitschek é considerado o pai da capital do país, já que foi ele o responsável pela construção da cidade.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE MANAUS – EDUARDO GOMES

Eduardo Gomes foi ministro da Aeronáutica por duas vezes – nos governos Café Filho (1954-1955) e Castelo Branco (1965-1967). Em 1941, promovido a brigadeiro, participou da organização das bases aéreas para a Segunda Guerra Mundial. Além de dar nome ao aeroporto da capital amazonense, Eduardo Gomes tem outra curiosa homenagem. Foi por causa dele que o brigadeiro, o doce de padaria mesmo, leva esse nome. É que no final do Estado Novo, o militar candidatou-se às eleições que ocorreriam em dezembro de 1945. Para angariar fundos para a campanha, eram vendidos doces. Daí então surgiu a famosa guloseima.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CUIABÁ – MARECHAL RONDON

Marechal Rondon foi um desbravador e militar brasileiro, de origens indígenas, que explorou a Região Amazônica. Ele construiu 372 quilômetros de linhas e cinco estações telegráficas, abrindo caminho no interior do Brasil.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE GUARULHOS – GOVERNADOR ANDRÉ FRANCO MONTORO

Também conhecido por Cumbica, o aeroporto leva esse nome porque a região onde está localizado também se chama Guarulhos. O aeródromo também traz o nome do ex-governador de São Paulo André Franco Montoro, morto em 1999. Montoro foi o 27º governante do estado paulista (1983-1987).

AEROPORTO INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO/GALEÃO – ANTÔNIO CARLOS JOBIM 

Galeão é o bairro da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, que abriga o aeroporto e instalações da Aeronáutica. Em 1999, um decreto acrescentou ao nome do terminal aéreo uma homenagem ao grande cantor e compositor brasileiro Antônio Carlos Jobim. Tom Jobim compôs a canção Samba do Avião que, dentre outras coisas, diz:

Cristo Redentor/ Braços abertos sobre a Guanabara/ Este samba é só porque/ Rio, eu gosto de você/ A morena vai sambar/Seu corpo todo balançar/ Aperte o cinto, vamos chegar/ Água brilhando, olha a pista chegando/ E vamos nós/ Pousar…”

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CONFINS – TANCREDO NEVES

Tancredo Neves foi o primeiro presidente a ser eleito pelo regime democrático após a ditadura no Brasil. No entanto, antes mesmo de tomar posse o político foi acometido por uma diverticulite e morreu. Confins, por sua vez, possui esse nome por localizar-se nos limites das fazendas da região, muito distante. Essa também é a palavra que usamos para dizer que determinado lugar, no sentido figurado, é longe.

AEROPORTO INTERNACIONAL DO RIO GRANDE DO NORTE/SÃO GONÇALO DO AMARANTE – GOVERNADOR ALUÍZIO ALVES

O recém-inaugurado aeroporto potiguar traz o nome do município onde foi construído. São Gonçalo do Amarante foi um religioso português considerado beato pela Igreja Católica. Ele foi escolhido padroeiro do município que nasceu no século 18, quando famílias de Portugal chegaram no Rio Grande do Norte. Já Aluízio Alves foi governador do estado entre 1961 e 1966, sendo cassado pelo Ato Institucional Número Cinco em 1969.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE FORTALEZA – PINTO MARTINS

Em 1952, a Base do Cocorote passou a ser chamada de Aeroporto Pinto Martins – uma homenagem ao piloto cearense Euclydes Pinto Martins. Natural do município de Camocim, a 380 km de Fortaleza, ele realizou o primeiro voo entre Nova York e Rio de Janeiro a bordo de um hidroavião.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE – SALGADO FILHO

O local que hoje abriga o aeroporto de Porto Alegre pertencia à Brigada Militar do Rio Grande do Sul. No entanto, o serviço foi extinto em 1924 e a área foi mantida como parque de aviação, onde havia demonstrações de aviação esportiva. Em meados de 1937, a companhia aérea Varig comprou seus primeiros aviões com trem de pouso (antes usavam apenas hidroaviões) e passou a usar o local, que então foi chamado de Aeródromo de São João. Anos depois, em 12 de outubro de 1951, passou a chamar-se Aeroporto Internacional Salgado Filho, uma homenagem ao político gaúcho Joaquim Pedro Salgado Filho. Ele foi deputado federal e senador, além de ministro do Trabalho (1932-1938) e da Aeronáutica (1941-1945).

AEROPORTO INTERNACIONAL DO RECIFE/GUARARAPES – GILBERTO FREYRE

Primeiramente, o principal terminal aéreo pernambucano chamava-se Aeroporto de Recife. Em 1948, o então presidente da República Eurico Gaspar Dutra assinou decreto que renomeava o local para Aeroporto dos Guararapes, já que o aeródromo fica próximo ao Monte dos Guararapes, local onde aconteceu a Batalha dos Guararapes.

Em dezembro de 2001, mais uma renomeação. Agora, o aeroporto traz ainda homenagem ao escritor e um dos mais importantes sociólogos, o pernambucano Gilberto de Mello Freyre.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CURITIBA – AFONSO PENA

Localizado na área da Colônia Afonso Pena, o nome do aeroporto paranaense é uma homenagem ao sexto presidente da República, Afonso Pena, que governou o país de 1906 a 1909.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE SALVADOR – DEPUTADO LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

O aeroporto da capital baiana foi inaugurado em 1925 sob o nome de Santo Amaro do Ipitanga e reconstruído em 1941. Em 1955, seu nome foi mudado para “2 de Julho”, data mais importante da história do estado, por marcar a independência da província da Bahia. Desde 1998, passou a se chamar Aeroporto Internacional de Salvador – Deputado Luís Eduardo Magalhães, após a morte do ex-presidente da Câmara Luís Eduardo Magalhães, vítima de ataque cardíaco. A mudança provocou revolta em parte do povo baiano. Por isso, a maioria dos habitantes de Salvador continua a chamá-lo (ou conhece) por “2 de Julho”. Hoje, tramitam na Câmara dos Deputados projetos de lei em favor da mudança do nome para 2 de Julho. Mas o assunto segue sem definição e a polêmica persiste.

AEROPORTO SANTOS DUMONT – RIO DE JANEIRO

Obviamente que algum aeroporto teria que levar o nome do maior aeronauta brasileiro e um dos grandes inventores da humanidade. Santos Dumont planejou, construiu e levantou voo com os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Em 1901, quando contornou a Torre Eiffel, em Paris, com seu dirigível nº 6, o brasileiro natural de Palmira (MG) foi merecedor do Prêmio Deutsch, o que o tornou famoso mundo afora. O mineiro também foi o primeiro a decolar com um avião com motor a gasolina. O fato ocorreu em 23 de outubro de 1906, quando o aviador voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros, também na capital francesa. ​