Cada pouso é um flash, digo, um susto!

Aeroporto em Gilbratar: um dos pousos mais perigosos do mundo.

Aeroporto em Gilbratar: um dos pousos mais perigosos do mundo.

A tecnologia e a engenharia tornam os aeroportos cada vez mais seguros. Porém, a urbanização desenfreada, questões geográficas, limites de espaço e forças da natureza, fazem alguns terminais no mundo aterrorizarem, durante decolagens e pousos, até o mais corajoso dos pilotos… e passageiros

“Senhoras e Senhores, dentro de instantes pousaremos no Aeroporto X, na cidade Y. Retornem o encosto da poltrona para a posição vertical, observem o aviso de atar os cintos e verifiquem o travamento da mesa. Mantenham seus equipamentos eletrônicos desligados, inclusive câmeras de vídeo, laptops e jogos eletrônicos. Para o pouso, a iluminação da cabine será reduzida.”

Pronto, o speech falado pelo comandante do voo representa um alívio para a maioria dos passageiros. Significa que ele chegará são e salvo ao seu destino, que as turbulências e outros eventuais incômodos do voo ficaram para trás, que é só o piloto pousar e, que beleza!, pegar a bagagem de mão e ir embora.

Nananinanão.

Em alguns dos mais de 40 mil aeroportos do mundo, a aventura, intrépido passageiro, no entanto, está só começando. São aeroportos localizados em lugares distintos e exóticos que acabam exigindo exímia perícia da tripulação e tranquilidade e orações de todos os que estiverem a bordo.

Sim, não é fácil pousar em pistas estreitas e curtas, cercadas por montanhas e prédios e cujo solo pode ser areia, água, grama ou neve. E o mais incrível é que todas estas pistas horríveis são permitidas por lei e estão em pleno funcionamento. Com vocês, leitores do blog, apresentamos alguns dos aeroportos mais perigosos do planeta (sim, agora é hora de elevar o volume da trilha sonora de suspense)!

1 – Aeroporto de Funchal, Ilha da Madeira, Portugal

Ai, Jesus! Só os fortes conseguem pousar numa pista tão pequena que foi até esticada mar adentro. Ah, e do lado sobram montanhas. Quer mais? O vento, com velocidade aproximada de 30 km/h, dá medo. E a pista fica na ponta de uma ilha. E, para provar que os pilotos são craques, eles precisam de uma licença especial para trafegar no Aeroporto de Funchal. Ou seja, não é qualquer Manoel ou Joaquim que pousa ali não, Maria!

2 – Aeroporto de Courchevel, França

Curte montanha-russa? Se sim, vai apreciar essa pista localizada numa estação de esqui, capaz de fazer o avião saltar antes da hora. Localizado a mais de 500 metros de altura, nos Alpes, o aeroporto até que é bonitinho, mas sua pista tem meros 525 metros. E, do nada, surge uma queda. Os pilotos, feras que só eles, ainda enfrentam o gelo e as nevascas numa pista sem sinalização para o pouso. Bonne chance!

3 – Aeroporto Princesa Juliana, Saint Marteen, Antilhas Holandesas 

Quem vê até pensa que é montagem ou photoshop. Nada disso, as imagens de aviões passando sobre as cabeças das pessoas na praia de Maho são mesmo reais. E ocorrem na ilha compartilhada entre Holanda e França. É o segundo mais movimentado do Caribe e recebe Boeings e Airbus. Ah, mas fique tranquilo: há avisos na praia dizendo que os aviões podem levantar areia ou suas toalhas de banho. Aí, sim. De boa.

4 – Aeroporto de Barra, Escócia

Por falar em praia, esse aeroporto, na parte norte da Ilha de Barra, na Escócia, é impressionante. O lugar é lindo, mas assustador, afinal é o único do planeta com a pista de pouso e decolagem numa praia. Sinalização com postes de madeira? Check. Pouso de emergência à noite com ajuda de luzes dos carros dos moradores ajudam? Check. Pouso apenas quando a maré está baixa? Check. Pouso com emoção? Check.

5 – Aeroporto Tenzing-Hillary, Lukla, Nepal

A pista do aeroporto termina num mergulho de 2.700 metros, um penhasco no meio do Himalaia, a cordilheira mais alta do mundo. E tem mais: ar rarefeito, pouca visibilidade, turbulências, ventos fortes e uma pista bem curtinha. Ok que o visual é bacana, mas poucos mantêm os olhos abertos em pousos e decolagens no aeroporto que leva o nome dos primeiros alpinistas que subiram o Everest, a montanha mais alta do mundo…

6 – Aeroporto de Gibraltar, território britânico na Espanha

Imagine um aeroporto ao lado de um imenso rochedo, com fortes ventos. Agora, imagine um aeroporto próximo de zonas habitadas, com prédios altos. Muito bem, agora imagine um aeroporto atravessado por uma estrada com quatro pistas, com direito a semáforo. Uma hora passa carro; na outra, avião. E imagine um aeroporto cuja pista é pequena, curtinha de dar medo. Pois é, esse é o Aeroporto de Gibraltar, uma aventura de matar…

7 – Aeroporto de Toncontin, Tegucigalpa, Honduras

Ok que o Toncontin é o aeroporto da maior cidade de Honduras, mas o país localizado na América Central merecia coisa melhor. A queda para a aterrissagem é rápida, a pista é curta e fica num vale cercado por montanhas, além de só ter uma entrada e uma saída para aviões – um alto risco de acidentes – e terminar, óbvio, numa montanha. Por fim, o aeroporto fundado em 1934 só é acessível para aviões de pequena dimensão. Pense!

8 – Aeroporto da Ilha de Saba, no Caribe

Dizem por aí que a pista do Aeroporto Juancho E. Yrausquin, na Ilha de Saba, com seus 400 metros, é a menor pista comercial do planeta. E, além de ser pequena, está rodeada por mar e montanhas, um desafio para ases indomáveis. É por isso que o aeroporto fundado em 1963 numa ilha com dois mil habitantes só libera aeronaves de pequeno porte. Vai encarar? A Ilha de Saba não exige visto para turistas brasileiros. Fica a dica.

9 – Aeroporto do Mar de Gelo, Antártida

Um aeroporto florido. Bem que o Aeroporto do Mar de Gelo poderia ser conhecido por essa alcunha, afinal ele só funciona na primavera, que fofo. Mas… Bem, mas ali não nasce flor e o sol mal chega no terminal da base McMurdo, Ilha de Ross. A Pista do Mar de Gelo (Sea Ice Runway, em inglês) é, claro, de gelo, o que a torna frágil devido ao peso do avião sobre a pista, além de tornar o pouso um tanto escorregadio, tipo sabão.

+ 1

 … e um aeroporto já fechado, o Kai Tak, em Hong Kong

Que legal, né?, um aeroporto ficar famoso pelos seus acidentes. Só que não. Mas era assim com o Kai Tak, em Hong. Em 1959, por exemplo, 59 fuzileiros norte-americanos morreram na queda de um Hercules C-130, que perdeu o controle após a decolagem e afundou no porto. Mas um dia a farra acaba e o Kai Tak fechou. Foi em 1998, quando operava com 29 milhões de passageiros por ano – 5 milhões a mais do que o permitido. E isso numa única pista, cercada por montanhas e arranha-céus. Sim, os pilotos tinham que levar o avião “no braço”, sem ajuda do piloto automático para fazer as curvas e desviar das montanhas. O Kai Tak era tipo um Cai.

Quer mais? Confira nossa galeria de imagens!

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